ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 22/03/2021

A globalização foi um processo fundamental para o desenvolvimento industrial, transformando drasticamente as sociedades. Contudo, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o processo de industrialização foi tardio e desorganizado, havendo muitas desigualdades entre suas regiões. Os principais motivos para tal consequência foram a grande concentração de renda em determinados territórios e a falta de oportunidades de empregos.

Consequentemente, entre os anos de 1985 e 1997 (ano em que a globalização atingiu o Brasil), a região Sudeste era a que mais concentrava riquezas, em média, 56,86% do PIB brasileiro, já a região Norte, aproximadamente, 15%. Visto que, em 2019, 16 dos estados incluídos nas regiões Norte e Nordeste tiveram rendimento per capta menores que todos os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Além do que, o processo de desigualdade mundial não é unicamente da dimensão econômica ou política, mas também da esfera social, de acordo com Milton Santos.

Se, inicialmente, no contexto da industrialização, a questão social focava no problema de injustiça social dos trabalhadores, agora consiste em combater as ameaças que abrangem a classe operária. Confrontando-se com a eminência de perder os seus empregos e com a instabilidade e precariedade das suas situações profissionais. Além do mais, os dados coletados pelo IBGE, anteriormente citados, revelam as disparidades expressivas entre as regiões brasileiras, como também, a piora nos indicadores sociais e o aumento no número de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

Portanto, uma das soluções que o governo deveria criar para que haja a redução das desigualdades entre os territórios brasileiros é o incentivo à geração de empregos em regiões onde a renda per capta é baixa. Tornando atrativa a ida de multinacionais e, principalmente, empresas nacionais para esses locais, criando incentivos fiscais vantajosos. Entretanto, não basta apenas aumentar a empregabilidade, pois cada estado brasileiro deve distribuir gratuitamente e bancar cursos profissionalizantes que eduquem e qualifiquem esses trabalhadores, de modo que estejam aptos para ocuparem cargos relevantes.