ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 20/03/2021

De acordo com o Artigo 5º da Constituição Brasileira, todos os indivíduos devem possuir os mesmos direitos. No entanto, esses direitos não são assegurados a todos, especialmente entre aqueles indivíduos que habitam as regiões mais pobres do país. Nessas regiões, os habitantes carecem de serviços que deveriam ser fornecidos pelo Estado, como garantia à saúde e à educação. Dessa forma, a desigualdade entre as regiões do Brasil está relacionada à centralização tecnológica e ao reduzido investimento estatal em certas unidades federativas.

Em primeira vista, os estados mais afetados pela desigualdade são aqueles que possuem recursos tecnológicos e científicos escassos. Nesse contexto, esses locais dependem, sobretudo, de atividades econômicas primárias. Essas atividades não exigem especialização da mão-de-obra e podem ser feitas com pouca ou nenhuma tecnologia, gerando produtos de baixo valor agregado. A Inglaterra, durante a Revolução Industrial, destacou-se financeiramente porque possuía desenvolvimento tecnológico e, com isso, produziu itens necessários à população e de alto valor agregado. Dessa forma, a distribuição inadequada desse conhecimento é decisiva nesse processo de desigualdade.

Além disso, o investimento estatal é imprescindível para fomentar o crescimento econômico dos locais menos favorecidos. Sob esse viés, o investimento deve garantir que todos os cidadãos possuam os mesmos direitos, assim como está na Constituição Brasileira. A partir do acesso à saúde e à educação de qualidade, a população do próprio local torna-se capaz de incorporar, de maneira permanente, esses recursos tecnológicos.

Portanto, as desigualdades entre as regiões do Brasil devem ser combatidas por meio da descentralização tecnológica e do investimento estatal nas áreas mais carentes. Essa distribuição tecnológica deve ser promovida pelo Governo Federal, em esforço conjunto do Ministério da Educação, da Economia e do Trabalho, por meio da criação de universidades e polos tecnológicos nessas unidades federativas.