ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 22/03/2021

O “Auto da Compadecida”, um clássico cinematográfico brasileiro, retrata, com bastante afinco, a vida no sertão nordestino e sua luta na sobrevivência em um meio bastante adverso, onde há recursos escassos e grande desigualdade. Entretanto, trazendo à um contexto não ficcional, é notório a grande parcela dos indivíduos que sofrem com este lado obscuro da sociedade. Todavia, esta prática é bastante agravada em diferentes regiões, evidenciando, logo, uma grande disparidade entre os polos regionais. Sendo assim, a fim de mitigar esta problemática, basta entender os contextos históricos e sociais.

A priori, é importante analisar as questões históricas-econômicas como um dos estopíns para o agravamento deste problema social. Desde a época do império brasileiro, por volta de 1800, a localização da elite econômica  era concentrada no sudeste, já que, ali possuia os melhores climas para a plantação e comercialização do café, denominada de “ciclo do café”. Com a maior circulação do capital nestas áreas, houve uma rápida industrialização e desenvolvimento tecnológico, possibilitando um desinteresse em outras regiões, em principal, o nordeste brasileiro. Segundo a estudos feitos pela PNUD, por conta desta concentração elitista no Brasil, formou-se o sétimo país mais desigual do mundo, no hodierno, afetando efetivamente o IDH.

A posteriori, é basilar inferir a necessidade de expor os fatores sociais atuais que ressaltam a gravidade deste empecilho. A chegada da pandemia do COVID-19 evidênciou a tamanha discrepância entre os polos regionais existentes, principalmente, quanto ao sistema de saúde. Lugares como Manaus que solicitaram auxílio governamental, oferecendo previsões concretas do fim de oxigênio e dos insumos médicos de qualidade, não obtiveram o retorno necessário por negligencia de líderes políticos. Com isso, a espectativa de vida destes locais é baixa, não havendo uma alta procura por hospitais, por não terem boas condições e muito menos enfrentarem longas jornadas até alguma instituição da saúde.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas para o êxito na redução destas desigualdades nas regiões do Brasil. Desarte, é necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por intermédio do Ministério da Economia, serão revertidas em auxílio às pessoas que vivem em regiões menos favorecidas, isenções fiscais às empresas que se inserirem nesses locais e construção de novas obras que incitem atividades culturais. Além disso, é necessária o maior investimento do Governo Federal no âmbito da saúde pública nestas áreas, com criações de hospitais e envios de melhores e maiores quantidades de insumos médicos, a fim, de fornecerem condições mínimas da saúde ideais à estes povos.