ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 23/03/2021

Falta de suporte, omissão do poder público, recursos escassos, entre tantos outros motivos que intensificaram o apagão que durou cerca de três semanas, em meio à pandemia mundial da Covid-19, no Amapá. O caso virou um colapso, já que energia era a demanda mais básica para o tratamento de doentes em hospitais e é um dos serviços mais essenciais para a sobrevivencia nas residencias. Infelizmente, esse é apenas um dos exemplos que pode-se trazer à tona quando o assunto é a desigualdade entre regiões no Brasil e, paulatinamente, os desafios para reduzir essa discrepância aumentam, devendo ser um assunto discutido.

Tal conjuntura é resultado das diferenças econômicas e estruturais historicamente negligenciadas que, em momentos de crise, tornam-se evidentes. Desde a sua formação, o território brasileiro teve um desenvolvimento desigual. Nos estados situados no Norte e Nordeste, segundo o IBGE, o rendimento per capita é pequeno comparado ao de outras regiões, além de os investimentos governamentais para a redução desse déficit serem pequenos.

Destarte, como consequência, as regiões menos favorecidas economicamente sofrem com a insuficiencia de postos de saúde e hospitais eficientes, pela carência de equipamentos, produtos e médicos, por exemplo. Além disso, as instituições de educação são prejudicadas, pois há uma falta de infraestrutura e, até mesmo, de professores qualificados. Assim, o descaso do Estado por esses problemas é analogamente o descumprimento da Constituição Federal, uma vez que essa conclui que a República tem como um de seus objetivos funfamentais promover o bem de todos, no qual inclui-se o direito à educação e à saude.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, torna-se indubitável a promoção de medidas para a amenização das desigualdades entre as regiões. O governo Federal deve instituir o investimento para a melhoria da saúde e educação, contratando mais profissionais capacitados e providenciando hospitais e escolas eficientes. Bem como ampliar estratégias de renda mínima aos brasileiros, aumentando a quantia do bolsa família em lugares mais debilitados, para garantir as demandas básicas. Dessa maneira, o Brasil gradualmente se tornará mais homegênio e casos como o ocorrido no Amapá não ocorrerá mais.