ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 25/05/2021

Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, mostra como a desigualdade social, na cidade de São Paulo é distribuída. Rememorando a escassez de muitos conviventes da favela, em comparação ao luxo e a abundância dos moradores da cidade. Em analogia, o Brasil, desde o seu descobrimento, tem um desequilíbrio financeiro na sua população, resultado da má administração governamental. Assim, ao longo do tempo, a discrepância entre regiões fica mais visível, dando a algumas regiões privilégios em detrimento das outras, tornando a homogeneidade econômica brasileira distante da realidade.

Em primeiro lugar, a geografia do Brasil, composta de diversidade em todas as suas regiões, permite investimentos econômicos flexíveis, de região para região. Contudo, a falta de planejamento administrativo, desencadeia investimentos em períodos diferentes, para cada área do território. Consequentemente, quando uma faixa territorial está em ápice, a outra está em queda, originada do descaso governamental. Exemplificando essa política do abandono, temos os ciclos econômicos durante o período colonial.

Em segundo lugar, a Constituição brasileira diz que somos todos iguais perante a lei. Embora, a frase do escritor George Orwell sintetize melhor a realidade: “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”, pois marca a desigualdade social, muito presente em nossa sociedade. Tal como a região sudeste, é mais privilegiada que a região nordeste, em aspectos econômicos, possuindo mais indústrias, e por essa razão considerada mais rica. Desse modo, a população desses dois locais vive com oportunidades distintas, sendo a primeira com melhores condições de vida do que a segunda, e consequentemente desequilibrando a homogeneidade nacional.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar essa problemática. O Governo Federal, em parceria com os governos estaduais e municipais, deve criar e instaurar políticas públicas de nivelamento econômico entre regiões, tais como a política de cotas, a fim de oferecer oportunidade igualitária para todos, independente da região. Concomitantemente a isso, deve-se ainda investir em saúde, educação, saneamento básico e indústria, nas áreas mais pobres, para que o país se torne cada vez mais singular, diminuindo a desigualdade social e promovendo a justiça.