ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 29/03/2021

No início do século XVIII, o eixo econômico do Brasil colonial foi tranferido do litoral nordestino para a região central de Minas Gerais e São Paulo. A partir desse processo, o país desenvolveu-se amparado em um desigualdade exorbitante entre as 5 regiões administrativas: o Sul e o Sudeste, com alto desenvolvimento social, centralizam a economia e singularizam a cultura brasileira, enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste se apresentam como regiões arcaicas, providas de pobreza e descaso estatal. Dessarte, é crucial analisar essa sistemática desigual no eixo cultural e no eixo econômico.

Diante desse cenário, é válido ressaltar a singularidade de costumes brasileiros manifestada no exterior, em decorrência da centralização em torno das regiões sulistas. Nesse sentido, observa-se que a análise histórica do país desenvolveu-se aliada ao eurocentrismo, já que a história ocidental é contada sob o olhar europeu. De modo análogo, o acervo cultural e literário do país é pautado nas manifestações dos estados sulistas, já que em um breve questionamento a um estrageiro acerca dos hábitos brasileiros vê-se que predomina a linguagem paulista, as construções turísticas cariocas e as paisagens riograndenses, ao passo que exclui-se a religiosidade e os ritos nordestinos, a arte das tribos amazônicas e as gírias goianas. Assim, é fato que essa centralidade cultural minimiza a importância dos estados que estão fora do eixo sul-sudeste, inferioriza suas práticas e intesifica a desiguldade regional.

Ademais, cabe salientar o papel governamental na fomentação de uma economia extremamente concetrada no sudeste brasileiro. Desse modo, a Constiuição de 1988 determina a igualdade e o acesso a condições básicas de subsistência a todos os cidadãos, no entanto, sob o viés econômico, o sistema de saúde e de saneamento, as oportunidades de emprego e os meios de lazer e de esporte são, visivelmente, menos acessívies as regiões nórticas e centro-sul, o que justifica o Índice de Desenvolviemnto Humano reduzido nessas áreas. Logo, há um descaso do Estado com investimentos básicos de vida e no que tange ao ramo infraestrutural, com a instalação de indústrias e com a geração de empregos nas federações externas ao eixo sul-sudeste.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas para reduzir as desiguldades regionais. Portanto, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com a mídia televisiva, propor um projeto de integração nacional. Dessa maneira, por meio do destino de verbas públicas, que objetivem o ramo social, às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, tornar-se-á viável a atração de indústrias que gerem emprego e desenvolvimento urbano. Além disso, a promoção de propagandas televisivas, que demonstrem a multiculturalidade brasileira e os costumes e hábitos nórticos, minimizará as desigualdades culturais e fomentará a igualdades entre as regiões de modo a seguir o que prevê a legislação.