ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 02/04/2021
O Art. 5 da Constituição Federal afirma que todos são iguais perante a lei,sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, apesar de ser uma lei vigorada atualmente no país, ainda assim é frequente a taxa de desigualdade social na sociedade brasileira, o que evidencia-se como uma problemática. Nesse sentido, faz-se necessário analisar e propor soluções eficazes para esse impasse - ao passo que é elevado demasiadamente devido a uma sociedade individualista, tal como por um Estado que não atenta-se às necessidades básicas enfrentadas por sua federação.
Sob essa ótica, deve-se destacar primeiramente, que um grupo social no qual tenha a permanência do egocentrismo ou alguma forma de exclusão, torna-se comum o fato de visar sempre o próprio bem-estar acima dos demais. Dessa forma, é imprescindível ratificar a teoria do Capital Cultural de Pierre Bourdieu, a qual apresenta que a estrutura coletiva é exposta como um sistema hierarquizado de poder e privilégio, determinada pelas relações econômicas entre os indivíduos. Em vista disso, é evidente que um país no qual há esse postulado de exclusão a determinados grupos, torna-se impossível o desenvolvimento de uma federação igualitária sem distinção de quaisquer que sejam as suas diferenças. Dessarte esse feito diminui, principalmente, a expectativa de vida daqueles que passam por dificuldades, pois segundo o site Rede Brasil Atual, um morador de bairro rico vive 23 anos a mais que alguém ao habitar uma periferia, alertando assim,a necessidade de resolver tal problema.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática trata-se da negligência do Governo em não atentar-se às necessidades básicas do povo, o que resulta em uma má administração governamental. Nessa mesma perspectiva, vale salientar que o filosófo São Tomás de Aquino, ratifica que todos os civis devem ser auxiliados por um governo vigente, no entanto, tal ideia não é exercida de forma eficaz no território brasileiro. Prova disso, são as desigualdades decorrentes, essencialmente, de uma péssima distribuição de renda, o que promove consequências como a favelização, desemprego, miséria e analfabetismo. Logo, enquanto o Estado não visar assistir a sua sociedade, tais impasses serão cada vez mais constantes, de tal forma que a assimetria social seja elevada demasiadamente.
Portanto, vê-se a necessidade de propor soluções para reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil. Para tanto, urge ao Ministério da Economia submetido ao Governo, por meio de verbas governamentais, intensificar os programas que visem auxiliar economicamente as famílias bem como as pessoas necessitadas de um apoio do Estado, além desses órgãos investirem de modo ativo em possíveis melhorias nos programas já existentes, como o Bolsa Família. Somente assim, será possível a construção de um país próspero e igualitário como o definido na Constituição.