ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 06/04/2021

Em 2018 foi feito um levantamento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde mostrou que sessenta por cento da população brasileira vivem fora dos centros urbanos. Apesar de existir uma política nacional voltada ao densenvolvimento interregional, há um déficit na evolução nos planos subrregionais. Deste modo, é visto que as desigualdades entre as regiões do Brasil provocam a saturação industrial nos centros urbanos e ampliam os entraves na qualificação dos interiores brasileiros.

Desse modo, a taxa de analfabetismo no nordeste chega a trinta por cento e atinge sobretudo a população rural. Os estados brasileiros que encontram a maior parte da população interiorana são os estados Norte e Nordeste, e dados da Amostra por Domicílio do IBGE em 2019, revelaram que a média de anos de estudos nas regiões estão muito abaixo da média do país, tal estatística transparece a desqualificação dos habitantes. Os maiores financiamentos em infraestrutura e em educação estão voltados a áreas de maior densidade econômica, isto é, as grandes cidades, o que causa uma defasagem educacional nas subrregiões. Tal fenômeno é refletido na volumosa quantidade de escolas e universidade nas capitais que recebem alunos de interiores próximos para frequentar regularmente as aulas.

Ademais, o investimento do setor privado no interior é restringido pela desvalorização dos habitantes das regiões. Mais da metade das pessoas que vivem nos interiores trabalham informalmente, sem direito a carteira assinada, previdência social e até mesmo sem expectativa de crescimento financeiro. O rendimento mensal dos ocupados nessas áreas equivale a menos da metade do que é recebido pelos trabalhadores das capitais, de acordo com os dados citados do IBGE. As empresas avaliam a possibilidade da expansão subrregional devido  a saturação dos centros urbanos, pelo aumento populacional e o consequente decréscimo territórial . Ainda que os projetos dos setores privados sejam abravar essas regiões, o entrave na qualificação desses profissionais ainda é maior, o que limita essa ação e submete cada vez mais os trabalhadores a condições de trabalho deploráveis.

Em suma, para que ocorra a diminuição das desigualdades entre as regiões do Brasil a política nacional precisam assumir uma posição reparadora, sobretudo nas subrregiões. Portanto, é necessário que as esferas estaduais promovam o implemento de novas empresas para as regiões com o incentivo de garantir o desevolvimento do setor em troca da qualificação a nível médio e técnico da população local, afim de diminuir a desqualificação educacional e profissional nos interiores, e também reduzir a densidade econômica nas grande cidades.