ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 13/04/2021
A Organização das Nações Unidas classifica o Brasil como um dos dez países mais desiguais do mundo. Esse fato pode ser observado de diferentes perspectivas, é análogo a um diamante com suas mais variadas formas. Um desses ramos, em grande pauta na atualidade, tem como eixo central a desigualdade entre as regiões do país, que encontra suas raízes na formação histórica brasileira e nos programas financeiros que se sucederam ao longo dos anos.
Primeiramente, é necessário retroceder no tempo cronológico para compreender a origem dessa problemática. Em 1808, a família real estabeleceu-se em sua colônia (Terra de Vera Cruz), mais especificamente no Rio de Janeiro. Durante e após esse período, a maioria dos assuntos políticos e econômicos eram discutidos e executados na região sudeste do país. Posteriormente ocorreria a expansão para o oeste, mas por mais que essa tivesse atraído muitos imigrantes, eles não tinham importância direta na economia colonial. Consequentemente, as regiões periféricas tornavam-se cada vez mais marginalizadas e em segundo plano, o que manifesta o início das desigualdades regionais.
Além disso, a situação agravou-se com o início dos programas políticos industriais. Durante o governo de Dom Pedro II, ocorreu de fato o incentivo à industrialização do país. No entanto, mais uma vez, a região de destaque foi o sudeste, que nessa época ostentava a economia cafeeria. Como resultado, regiões como Norte e Nordeste juntas hoje, representam cerca de 23% da renda per capita do Brasil, segundo o InfoEscola, o que comprova a relação entre política econômica e diferença regional vigente.
Assim, a desigualdade regional é um assunto delicado que merece a devida atenção. Para resolver esse problema, é necessário a instalação de indústria nas regiões segregadas, efetivada por uma aliança entre empresários e políticos. Tal feito seria realizado por meio da diminuição de impostos, reuniões e contratos específicos para incentivar e oficializar o assentamento de tais empresas. Como efeito observaria-se maior participação no Produto Interno Bruto e diminuição das diversidades financeiras.