ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 12/04/2021

A obra do romantista Graciliano Ramos, Vidas Secas, exterioriza a miserável realidade de uma família do Sertão Nordestino. De fato, na contemporaneidade, ainda é evidente as diversas dificuldades de uma parte significativa da população e, apesar de todos os esforços para reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, isso representa um enorme desafio para o progresso nacional. Tal panorama ocorre, infelizmente, devido tanto ao processo histórico da organização do país, quanto a negligência por parte do governo.

A princípio, é lícito postular que o sistema de industrialização brasileira contribuiu, consideravelmente, para essa disparidade regional. Em 1920, com o declínio da produção e comércio do café, o Sudeste ganhou maior destaque industrial e econômico dentre os outros territórios. Foi a partir desse momento que, embora tenha sido marcante para a evolução da nação, iniciou-se o indiscutível desinteresse por outras áreas como o Norte e o Nordeste por exemplo. Essa situação é evidenciada pelos dados do IBGE que afirmam que estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal concentram maior renda por indivíduo, diferentemente da parte Nortista, que possui menor rendimento. Dessa forma, nota-se que a igualdade tão citada nas legislaturas nacionais não é executada.

Outrossim, uma ausência de ações governamentais para um plano de investimentos igualitários sobre as facturas brasileiras é outro fator que compactua com o cenário supracitado. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social. Contudo, no Brasil isso não acontece natural, uma vez que, grande parte do capital público é direcionado às maiores capitais. Nesse sentido, os problemas como o difícil acesso à educação, saúde e atividades culturais de qualidade, o fome são acentuadas nessas zonas marginalizadas.

Infere-se,  portanto, que soluções são necessárias para mitigar a situação supramencionada. Para tanto, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve agir em favor dessa população discriminada, através da constituição de leis que invistam mais nessas localidades como a construção de instituições educacionais com cursos porfissionalizantes e a instalação de empresas que gerem empregos, para os indivíduos que compõe as regiões desfavorecidas. Com isso jovens seriam instruídos à vida empregatícia, na qual não só a sociedade seria beneficiada mas, também, a economia brasileira. Assim, o Princípio da Isonomia seria estabelecida e histórias como a que foi narrada por Graciliano Ramos seriam extintas.