ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 20/04/2021

Exploração do pau-brasil. Expansão da pecuária. Corrida do ouro. Todos esses grandes e importantes eventos aconteceram no sul e sudeste do Brasil. Desse modo, essas regiões, desde essa época, receberam muito mais investimentos quando comparadas com as outras. Assim, o descaso e a má administração do capital pelo governo são responsáveis pela dificuldade de reduzir a desigualdade entre as regiões brasileiras.

Precipuamente, é fulcral ressaltar que as principais políticas de investimento são voltadas para o sul e sudeste. Sendo assim, ocorre uma carência de atenção por parte das outras regiões, fazendo com que elas fiquem atrasadas, fato comprovado pela pesquisa do IBGE, que mostra a discrepância de mais de 30% entre o PIB do Sudeste e das demais regiões. Ademais, a má distribuição de renda, de acordo com Karl Marx, é responsável por desencadear problemas como a fome, demonstrado na prática, por exemplo, pela região Nordeste, que possui um dos menores PIB e, consequentemente, altos índices de miséria.

Em segundo plano, destaca-se a falha estatal em garantir investimentos nos estados mais necessitados como consequência do descaso governamental. Dessa forma, o Estado deveria, segundo Aristóteles, manter a igualdade em uma sociedade, porém essa realidade não acontece, já que no Brasil as capitais são vistas como principais lugares de oportunidades de vida, como São Paulo por exemplo, deixando, assim, evidente que o demais lugar tem déficit de infraestrutura.

É evidente, portanto, que as desigualdades entre as regiões brasileiras necessitam de auxílio imediato do governo para ser resolvido. Sob essa ótica, cabe ao Ministério da Infraestrutura dividir, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, proporcionalmente os investimentos nas regiões brasileiras a fim de acabar a “supremacia” econômica existente, principalmente, na região sudeste. Tal projeto de lei irá reduzir pontualmente (de 5 a 10 por cento) o investimento nas regiões que mais os recebem de e reinvestir nas regiões mais carentes, criando, assim, um cenário de maior igualdade.