ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 17/04/2021

Durante o Brasil colônia, ocorreram revoltas emancipacionistas uma delas denominada Conjuração Baiana em 1798.Os revoltosos criticavam a mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, devido ao fato de que a região nordestina ficou esquecida economicamente. De modo análogo, o país ainda possui áreas desfavorecidas socialmente, o que corrobora a desigualdade. Tal imbróglio sobrevém da ausência de investimentos governamentais em determinadas localidades e pela ineficácia em se obter uma educação de qualidade que abrange á todos.

Em primeiro plano, é necessário salientar que a desigualdade cria sentimento de rejeição e prejudica o desenvolvimento de toda uma nação. Segundo relatório da ONU (organização das nações unidas) o Brasil está entre os dez países com o PIB (produto interno bruto) mais elevado, contudo é o oitavo país com maior índice de desigualdade social e econômica do mundo. Ademais, este problema é potencializado pela falta de investimentos governamentais em regiões específicas, principalmente o norte e o nordeste que possuem o menor IDH(índice de desenvolvimento humano) do país, desfavorecidos desde o Brasil colônia. Além disso, a ausência de um programa que oferte a possibilidade de melhoria salarial aos trabalhadores desta região é um fator para a imparidade.           Outrossim, é crucial a disponibilização de uma educação pública de qualidade para combater a injustiça social e a pobreza. De modo a exemplificar, segundo o filósofo Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Dessa forma, é necessário o enfoque no sistema educacional nas áreas mais prejudicadas, que possam garantir a atual geração de estudantes a conclusão dos estudos para se especializarem profissionalmente, e assim, conseguindo no futuro gerar maior participação econômica no país, através das melhorias de empregos ofertados e mão de obra qualificada.

Logo, fazem-se necessárias mudanças. Primeiramente, é preciso que o Ministério da Economia em parceria com empresas privadas oferte cursos técnicos para maiores de idade, em regiões com baixo índice de IDH, através de um programa criado que tenha sua finalidade maior igualdade de renda em todas as áreas da nação. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação oferte cestas básicas alimentícias para alunos de escola pública declarados baixa renda, as escolas deveram distribuir os alimentos baseando-se no comparecimento dos alunos as aulas, como forma de incentivo aos estudos para evitar a evasão escolar, a fito de que dessa forma sejam garantidas maiores oportunidades para o alcance da igualdade social e econômica no Brasil, e também corrigindo os erros históricos do passado.