ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 20/04/2021
Fugindo da ditadura nazista, o escritor Stefan Zweig estabeleceu-se no Brasil, onde escreveu seu magnus opus, “Brasil, o país do futuro”, no qual mostra uma nação ausente de mazelas sociais. Conquanto, ao observar a desigualdade entre as regiões do país, nota-se que tal ideal do autor não representa a realidade, seja pela educação precária, pela ineficiência estatal. Cabe, nessa perspectiva a análise acerca da relação entra tais adversidades com o tema e como combatê-la.
Indubitavelmente, a educação é pilar para a formação de cidadãos críticos e conscientes sobre a temática. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Brasil ocupa a décima posição na lista das maiores economias mundiais, assim é notório pensar que os recursos cidadãos críticos à educação, seja proporcionalmente dividido em relação à necessidade de cada Estado brasileiro. Entretanto, não é o que ocorre, visto que as escolas nortistas, por exemplo, vivem uma discrepante realidade das sudestinas, apresentando profundas carências estruturais , impossibilitando o desenvolvimento da região. Desse modo, é de impar importância o investimento na educação.
Faz-se vultoso, ainda, ressaltar a ineficiência estatal como propulsor para o problema. No livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, destaca a situação do Fabiano e sua família, que vive no Nordeste brasileiro, escasso de qualquer forma de infraestrutura social. Neste contexto, ao relacionar tal obra com a de Zweig, deixa claro duas visões de um mesmo país, mostrando que há regiões historicamente privilegiadas em detrimento de outras. Dessa maneira, constata-se a perpetuidade da realidade mostrada, uma vez que o Governo mantêm-se passivo acerca da formulação leis e obras que combata a desigualdade entre as regiões do Brasil.Outrossim, é necessário que finde tal conjuntura.
Infere-se, portanto que há entraves a serem solucionados para a obtenção de um país pleno. Destarte, urge que o Poder Executivo adjunto com o Ministério da Educação, como garantidores da escolarização, aumente o capital destinado à educação nacional, por meio de reformas tributárias e uma melhor gestão dos recursos públicos, afim de usar o conhecimento a favor do desenvolvimento das regiões brasileiras. Além da importância, o Poder Legislativo criar leis que obrigue prefeitos a investirem em infraestruturas sociais. Assim, a nação daria largos passos para uma realidade mais saudável e harmónica.