ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 24/04/2021
Sabe-se que, a história brasileira introduz um cenário hoje observado, as desigualdades entre as regiões. Em analogia, o país foi colonizado de maneira que fossem visíveis as disparidades entre as divisões territoriais, o que, em contexto atual, são chamados de arquipélagos econômicos. Infelizmente, tal conceito, enraizado na formação do país, introduz uma razão para que as diferenças se perpetuem. Sob essa ótica, agravantes como a falta de investimentos em oportunidades de diversificação econômica e a presença de uma sociedade não participativa são desprendidas como desafios para a redução dos contrastes.
A princípio, é notória a falta de diversidade na economia brasileira. De acordo com a concepção dos filósofos contratualistas, o Estado foi criado para assegurar o crescimento do território que é responsável. Em contraposição, é perceptível, em cenário pandêmico, a dependência científica e tecnológica do Brasil, o que deixa aparente a escassez de investimentos em diferentes mercados econômicos. Essa problemática induz as regiões a lutarem com a ausência de opções para o crescimento, assim, dificuldades são presenciadas. Em exemplificação, observa-se a região norte com somente 57,5% da população abastecida com água tratada. Nesse contexto, o Governo, ao não oferecer diferentes oportunidades de crescimento para as regiões, às deixa à mercê de consequências.
Ademais, esse cenário solicita uma população que tenha postura e posição acerca da situação. Primordialmente,a exerção do papel do indivíduo como cidadão inclui a necessidade de posicionamento sobre questões que prejudicam a sociedade e seus direitos. Em confirmação, para o filósofo grego Aristóteles, o conceito da cidadania se firma na participação da administração da justiça e no governo, porém, é importante ressaltar a necessidade do cidadão se informar para estruturar sua conduta, a fim de que melhorias sejam conquistadas sem que consequências negativas sejam sentidas. Em síntese, uma população consciente é possuidora do poder de mudança e evolução.
Portanto, o atual contexto se dá pela falta de aplicações na variação dos mercados e pela existência de uma sociedade não participativa. Diante disso, cabe ao Ministério da economia, aliado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, aplicar formas de introduzir recursos em diferentes áreas da economia, por meio de análises dos pontos fracos e fortes de cada região, para que ganhos significativos sejam possíveis. Ademais, cabe à sociedade, ser presente nos acontecimentos nacionais, por meio da pesquisa e da busca de informações confiáveis acerca dos fatos, a fim de formar sua opinião e buscar melhorias. Assim, a atenuação dos chamados arquipélagos econômicos poderá ser presenciada.