ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 25/04/2021

O advento da Globalização proporcionou mudanças marcantes no cenário mundial, com a sua ideologia de integração econômica, social, cultural e politíca. Seus efeitos, embora positivos, conferiu consequências exponenciais, como o aumento da desigualdade social. Sob uma perspectiva brasileira, há um grande desafio regional, que possui um legado histórico-social enraizado desde a colonização, que está relacionado com uma diferença econômica e educacional, ocasionando um maior aumento dos indicadores de desigualdade.

A princípio, é lícito destacar que, o processo de industrialização brasileira favoreceu a região Sul e Sudeste, tornando-as, assim, como grandes polos econômicos do país, aonde há uma grande concentração de riquezas; investimentos; oportunidades e acesso à tecnologias. Essa hierarquia institucionalizada, favoreceu, incontestavelmente, para uma exclusão das demais regiões, gerando, assim, altos níveis de pobreza, baixa escolaridade, altos niveís de desemprego, que deflagram no aumento da desigualdade social.

Outrossim, é necessário ressaltar que, os efeitos negativos da ausência de educação faculta para o aumento da desigualdade. De acordo com a PNAD — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio —,

as regiões Norte e Nordeste possuem o menor índice de escolaridade. Tal fator está intrisecamente relacionado com a falta de recursos públicos, à precárias infra-estruturas educacionais, à inoperância de um Estado, onde a maioria dos recursos são destinados às regiões mais valorizadas. Consoante à isso, a diminuição desses índices promove um aumento nas taxas de analfabetismo; a inserção de jovens à criminalidade e o desemprego por desqualificação profissional, tornando estes indivíduos marginalizados pela sociedade.

Em síntese, é notório que os desafios regionais estão relacionados com às diferenças econômicas e sociais, uma vez que estas contribuem para o aumento da desigualdade. Compete-se, ao Governo Federal, à ampliação de estratégias de renda, como o Bolsa Família, destinada à classe operária das regiões mais afetadas, com o intuito de garantir as demandas mais básicas. Ao Ministério da Educação, o aumento de verbas destinadas às escolas públicas, uma vez que o principal fator de redução da desigualdade social é o investimento na educação.