ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 10/06/2021
O livro “O Auto da Compadecida”, escrito por Ariano Suassuna, relata a vida dos personagens do sertão nordestino, marcados pela fome, miséria e seca. Infelizmente, esse cenário não se resume aos livros, sendo a realidade de vários brasileiros que pelas desigualdades entre as regiões enfrentam diversos problemas sociais. Tal conjuntura é intensificada por um processo histórico e por um modelo capitalista vigente. Logo, faz-se necessária a solução dessa problemática.
Historicamente, na Primeira República, a abundância de matéria-prima, mão de obra e, sobretudo, o café foram as condições que favoreceram a industrialização e urbanização brasileira. Entretanto, esse processo foi feito de forma desigual e priorizou as regiões do Sul e Sudeste. Isso se dá porque como a fonte de obtenção de lucro era esses métodos houve uma priorização do desenvolvimento industrial e urbano dessas regiões, já que as demais, tais como o Norte e Nordeste, não detinham desses recursos e não proporcionavam lucros para a economia brasileira. Dessa maneira, é notório que as desigualdades entre as regiões brasileiras advêm de um processo histórico perpetuado ao longo da formação do Brasil.
Outrossim, vale ressaltar que a dignidade da pessoa humana é assegurada pela Constituição brasileira. Contudo, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro Geográfico Estatístico (IBGE), há grandes disparidades de Índice de desenvolvimento Humano (IDH) e de Produto Interno Bruto (PIB) entre as federações brasileiras. Isso ocorre porque, na Modernidade, as sociedades passaram a ser organizadas a partir dos meios de produção que o sistema capitalista proporciona, dessa forma, o poder de compra é o grande mecanismo que influência na desigualdade social. Uma vez que as regiões que possuem menor poder de compra apresentam os menores índices de IDH e PIB.