ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 28/04/2021
O período da primeira república no Brasil, conhecida como oligarquia, foi constituido pela política do “Café com Leite”, forma de administração fundada em apenas dois estados, São Paulo e Minas Gerais. Tal política baseada na alternância de governos, trouxe desenvolvimento apenas para a região Sudeste, o que de fato contribuiu para o aumento da desigualdade entre as regiões brasileiras. A falta investimento financeiro e a concentração de renda em uma só localização contribuiu para o intenso êxodo inter-regional entre os espaços menos desenvolvidos para os mais desenvolvidos, surgindo, assim, a desigualdade regional.
No livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é narrado as adversidades da família sertaneja na caminhada impiedosa pela aridez da caatinga, enquanto que em “Fuga” os retirantes partem da fazenda para uma nova busca por condições mais favoráveis de vida. Assim, pode-se dizer que a miséria em que os personagens vivem constituem um ciclo de sofrimento. Apesar de se tratar de um romance, o livro Vidas Secas, evidencia uma problemática tão comum no século 21, no qual, a falta de investimento financeiro, principalmente, nas regiões norte e nordeste acarreta em sérios problemas de desenvolvimento humano.
Além disso, destaca-se o enfraquecimento do estado no que se refere ao interesse de buscar medidas efetivas para descentralizar a renda per capita na região Sudeste e Centro-oeste. O processo de globalização regional é lento, mas não é impossível, deve ser planejado de forma eficiente afim de garantir as melhores condições possíveis para todos. Cerca de 55,4 por cento do PIB regional, de acordo com o Jornal Hoje, é concentrado na região Sudeste, o que traz certa superioriedade financeira, mas como consequência o aumento de favelas, criminalidade, saneamento básico e transporte público precários. No relatório mundial, divulgado pelo site UOL, o Brasil ocupa a 8ª pior desigualdade de renda e supera só países africanos, dado preocupante devido a vasta extensão e riqueza do Brasil.
Embora o Governo Federal invista em programas como Bolsa Família, Pac 2, ainda percebe-se a ineficácia do Estado, pois são necessárias política públicas que permitam maiores acessos, a educação, emprego e renda. Ademais, são indispensáveis investimentos no desenvolvimento industrial, por isso cabe ao Ministério da Economia em parceria com Estados e Municípios por meio de incentivos fiscais buscar formas de atrair e desenvolver o capital Nacional e Internacional dentro das regiões mais necessitadas como o Norte e Nordeste. Dessa forma, será possível amenizar a desigualdade regional do Brasil.