ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 28/04/2021
O Brasil é um país desigual, inclusive, ele é o 7º país, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mais desigual do mundo. No entanto, em especial, a desigualdade econômica entre regiões brasileiras está cada vez mais nítida. Nesse contexto, esta desigualdade é causa por conta da Revolução Industrial tardia, consequentemente, gerando uma disparidade entre o sistema escolar. Portanto, cabe ao Ministério da Economia - ME -, junto ao Ministério da Educação - MEC -, modificar isto.
Nesse cenário, os avanços tecnológicos, no Brasil, de modo desordenado, dividiu não só a população nas grandes cidades -segregação socioespacal-, mas também as regiões federativas. Diante disso, ¨A globalização atinge o mundo todo, não todo lugar¨, pontua o geógrafo brasileiro Milton Santos. De maneira análoga, os poucos Estados que se benificiaram com a Revolução Industrial são os que têm o maior rendimento domiciliar per capita. Sob esse viés, isto é confirmado com a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, em 2019, a qual dizia que o Rio de Janeiro e São Paulo tinham um dos maiores rendimento salarial por pessoa. Dessa forma, brevemente, migrações internas será um ato comum e perigoso, pois pode ocasionar superlotação nas regiões privilegiadas.
Por conseguinte, esta descrepância econômica, nas regiões, impossibilita os locais danificados de se reerguerem pela falta de ensino de qualidade. De acordo com Nelson Mandela, a educação é a melhor arma para alterar o mundo. Nesse sentido, a educação é fundamental para que a desigualdade supracitada seja amenizada. Entretanto, lógicamente, os locais mais desiguais têm um ensino inferior se comparado com os polos econômicos regionais, tendo em vista que a quantidade de recurso investida no ensino depende do capital acumulado pelo Estado. Logo, sem um ensino digno, é praticamente impossível estabilizar a disparidade entre as regiões.
Depreende-se, então, que, para reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, é preciso do apoio do Estado. Para isso, o ME, em conjunto com o MEC, deve, por meio da verba do Estado, disponibilizar um auxílio emergêncial para o povo em estado de miséria nas regiões mais desiguais. Além disso, eles têm o compromisso de investir na educação nas regiões mais pobres, onde a maior parte do dinheiro será adquirida por um projeto social intitulado de ¨Brasil Igualitário¨, no qual será arrecadado doações anuais. Defronte disso, estas ações serão realizadas com a finalidade de mitigar as desigualdades entre as regiões brasileira e aprimorar o sistema escolar dos locais com ensino ruim.