ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 05/05/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à justiça e à assistência aos desamparados. No entanto, esses direitos são contestados, uma vez que, na sociedade brasileira, há a problematização das desigualdades entre as regiões do Brasil. O desafio de reduzir essas injustiças ocorre devido à polarização sociocultural, que faz com que determinadas regiões se desenvolvam de forma mais equilibrada do que outras, e a falta de investimento governamental em palestras de ensino incentivadoras da democratização econômica e educacional do país.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover pelestras em instituições de ensino voltadas para a importância da igualdade regional. Indubtavelmente, a desigualdade entre as regiões é um consequente do processo de elitização sociocultural, que, por sua vez, contribuie para o mal distribuimento da renda governamental e a falta de investimento em ações públicas. Inegavelmente, o processo de colonização brasileiro foi um dos fatores que levou a desigualdade atual, no momento em que o Brasil foi descoberto as áreas com melhores solos, para o plantio, como São Paulo, foram rapidamente hábitadas e durante as revoluções industriais passaram por um processo de industrialização, que não se estendeu as demais regiões. Por consequência do processo de habitação e industrialização seletivo do país, as desigualdades regionias se estedem até os dias atuais e se mostram cada vez mais evidentes com a luta de classes, ocorrência essa, que como evidenciada por Karl Marx, impede o crescimento pleno da nação.

Além disso, é de conhecimento público que a falta de investimento governamental em instituições de ensino é um dos fatores que contribuem para os índices de desigualdade regional, e tem como consequente a estagnação econômica e educacional do país. A falta de regulamentação de leis que buscam incentivar a igualdade regional se tornou um problema, assim como a falta de ações dos órgãos públicos em relação ao abismo social presente entre as regiões brasileiras, que ao contrário do que o senso comum dita, está presente desde a colonização portuguesa, como exemplificado por Marx, a história das gerações mortas oprime e reflete nas ações dos vivos.

Em suma, com a polarização sociocultural e a falta de investimento governamental na educação, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras trimestrais, por meio de pequenos anúncios, inseridos em redes sociais que permitirão o diálogo entre os usuários, para conscientizar a população sobre a importância da igualdade regional. Ademais, promover reuniões públicas para instruir as massas sobre os benefícios da democratização econômica, o que resultará em menores índices de desigualdade, com o efeito de criar cidadãos mais informados e equitativos.