ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 08/09/2021
Em sua obra “Cidadão de Papel”, Gilberto Dimenstein afirma que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar a desigualdade regional no Brasil, constata-se que esse benefício não têm sido pragmaticamente assegurado. Com efeito, é imprescindível enunciar a desigualdade social e a insuficiência governamental como pilares fundamentais da chaga.
Segundo o IBGE de 2019, a região sudeste possui cerca de cinco décimos de participação no PIB do país. Nesse sentido, essa análise demonstra a expressiva disparidade regional como impulsionadora da desigualdade do país. Diante de tal exposto, é notório que esse problema ocasiona as nefastas situações de alto índice de desemprego e pobreza extrema.
Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia do Estado corrobora para a persistência da vicissitude. A esse respeito, Aristóteles afirma que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos. Nessa lógica, a conjuntura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto a falta de subsídios para a ampliação das inciativas privadas em lugares mais afastados, que - por consequência, melhora a situação econômica das regiões mais desfavorecidas. Assim, medidas precisam ser tomadas as fito de atenuar o revés.
Infere-se, portanto, que o imbróglio necessita ser solucionado. Logo, o governo, buscando homogeneizar a participação das regiões do Brasil, irá discutir com economistas, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento dos lugares desfavorecidos. Essa medida ocorrerá por meio da elaboração de um projeto estatal, em parceria com as inciativas privadas. Em adição, o Estado deverá direcionar verbas para auxiliar cidadãos desempregados há mais de doze meses. Feito esses pontos, segundo Dimenstein, a sociedade deixará de ser de papel e o Estado desempenhará seu papel de acordo com a idéia de Aristóteles.