ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 10/06/2021
Segundo o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira, que trata da isonomia, todas as pessoas são iguais. Logo, todos devem ser tratados de forma igualitária e devem ter os mesmos direitos e deveres. Porém, esta nunca foi a realidade no Brasil que, desde o seu descobrimento, possui áreas que são mais privilegiadas que outras, causando preconceitos e disputas entre regiões.
Seguramente, a disparidade da distribuição de recursos se iniciou na época da colonização do país. A princípio cidades litorâneas da época eram as mais povoadas e, consequentemente eram as que recebiam mais investimentos. Com isso, se iniciou as diferenças econômicas, quando o interior ficou para trás em seu desenvolvimento por falta de interesse da Coroa. Contudo, esta relação começou a mudar com o declínio do ciclo do açúcar no séc. XV, quando esses locais se tornaram alvo da busca de novos recursos. Apesar disso, não foi o suficiente para mudar o futuro das desigualdades no Brasil.
Tal qual na era colonial, a situação atual do país mostra as consequências dessas diferenças. De acordo com o IBGE, a região nordeste, atualmente, possui um PIB 5 vezes menor que o da região sudeste. Resultado este que, impulsiona casos de xenofobia contra os habitantes da porção mais a norte. Exemplificado por frases como “o Brasil devia se separar do nordeste”, casos de racismo só aumentam esse abismo interno e impedem o país de crescer de forma igualitária.
Portanto, fica evidente que lutar contra essa situação é essencial. Com isso, o Governo Federal deve aumentar a quantidade de investimentos nos estados do Norte e Nordeste. Esses recursos, que serão entregues aos governadores, devem ser aplicados na infraestrutura, na tecnologia e na educação como forma de equiparar as suas condições com as regiões mais desenvolvidas. Como consequência, esses lugares se tornarão mais fortes e poderão crescer e entrar no mercado competitivo contra aqueles que os diminuem.