ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 09/06/2021
Conforme o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, garantindo-se direito a vida, segurança, igualdade e prosperidade a todos os residentes do País. No entanto, essa não é a realidade da atual conjuntura nacional, onde se vê presente uma grande desigualdade entre as regiões do território brasileiro e os desafios em conte-la. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: A falta de atenção por parte do Estado para com as peculiaridades de cada região, bem como a normalização dessa falta.
Primeiramente, é indubitável que as regiões brasileiras possuem suas particularidades, as quais não são devidamente levadas em conta pelos gestores e governantes estaduais e federais. Nesse cenário, convém elencar o pensamento do filósofo Émile Durkheim, no qual ele compara a sociedade a um “Corpo Biológico”, pois, assim como esse, só irá viver e se desenvolver no momento que as partes que o integram interagem e evoluem entre si. Dessa forma, faz-se necessárias políticas que considerem as características individuais das regiões, como a cultura, o clima e a geografia, e contribuam com seu desenvolvimento, de modo que o pensamento de Durkheim seja utilizado, em função de amenizar as desigualdades regionais.
Em segunda análise, é notório que a normalização em não valorizar e não ter em vista as singularidades das regiões, caracteriza-se como outro desafio a ser enfrentado. Consoante a isso, é válido relacionar a expressão “Banalidade do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, a qual é utilizada com situações negativas que devido a recorrência, tornam-se aceitos pela população como comportamentos normais. Sendo assim, é imperioso afirmar que medidas devem ser tomadas no intuito de evidenciar com frequência as especificidades de todos os estados e regiões, retardando assim, a banalidade citada por Hannah.
Em vista dos fatos citados, fica evidente os desafios em conter a desigualdade entre as regiões e a necessidade de combate-los. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Economia, aliado ao Ministério de Infraestrutura, por meio de verbas governamentais, realizar um investimento inteligente tendo em vista as particularidades das regiões, a fim de que as necessidades individuais de cada uma sejam sanadas. Ademais, o Ministério de Educação e Cultura, deve promover, por meio de verbas públicas, palestras e campanhas publicitárias, que enfatizem e reforcem a importância da diversidade Brasileira, a fim de amenizar a banalização da desvalorização de localidades do território nacional. Somente assim agiremos de acordo com a Constituição de 1988 e caminharemos paralelo ao pensamento de Durkheim na direção do progresso.