ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 12/06/2021
Historicamente, há, no Brasil, um abismo social que demarca as regiões do país. Tal característica é ocasionada pela concentração industrial, perceptível no Sudeste, em que o território brasileiro fora constituído. Isso fez com que consequências, na terra tupiniquim, fossem geradas, sendo uma delas; o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil e tal fator alia-se não somente às questões administrativas do Governo, como também à fatores industriais.
É preciso analisar, antes de tudo, o conceito de Eterno Retorno de Nietzsche. Tal teoria diz que os indivíduos devem viver de maneira que eles sempre queiram repetir o processo vivenciado. Nesse sentido se os governantes estaduais estivessem agindo por esse princípio, ao buscar sempre o desenvolvimento estadual, talvez a equanimidade regional existisse. Porém, o que ocorre é o contrário do que fora exposto aqui até agora, uma vez que, ao estarem firmados em vieses individualistas, eles não optam pelo progresso regional, aumentando, assim, a desigualdade.
Outro aspecto relevante a ser abordado diz respeito aos fatores históricos industriais que contribuiram para a perpetuação da problemática. Dessa forma, torna-se necessário enfatizar que a construção e o povoamento do território brasileiro se deu pelo litoral concentrando-se no Sul e Sudeste. Por conseguinte, devido tal desenvolvimento concentrado, outras regiões ficaram marginalizadas, por exemplo, o Nordeste e, por fim, tal situação é potencializada demasiadamente pelo alto aperfeiçoamento daquelas regiões em relação à essas, o que necessita ser alterado para a solução dessa questão.
Fica claro, portanto, que são necessárias medidas para reverter a situação supracitada. Logo, é dever do Ministério da Infraestrutura atuar de forma incisiva no desenvolvimento industrial de regiões menos desenvolvidas, para que, por meio do progresso, haja novamente uma equânimidade regional equitativa e tais desafios sejam mitigados. Além disso, é dever dos órgãos fiscalizadores do Governo observar a atuação dos governantes, para que estes atuem de maneira responsável visando, consequentemente, a equiparidade das regiões.