ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 25/06/2021
“A cada palácio que vejo erguer na capital, creio ver em ruínas um país inteiro” (Jean Jacques Rousseau).
A partir do pensamento do filósofo contratualista, é possível explicar a atual desigualdade entre as regiões do Brasil, pois, enquanto algumas recebem total atenção económica, outras são ignoradas. É evidente, portanto, que o principal desafio para reduzir a desigualdade entre as regiões brasileiras é a pouca importância com que figuras políticas tratam o tema.
Em primeiro lugar, a discrepância económica entre as regiões do Brasil iniciou com o processo de ocupação do território nacional. A chamada “Marcha para o oeste” privilegiou as regiões Sudeste e Sul, que a partir desse momento, tornaram foco dos investimentos do país. Em consequência disso, o restante da nação foi marginalizado e teve seu desenvolvimento tardio. Infelizmente, tal situação está longe de ser revertida, visto que o governo nacional ainda só aplica capital para o desenvolvimento tecnológico nas regiões que mais colaboram para o PIB nacional: as regiões Sudeste e Sul.
Em segundo lugar, o geógrafo Milton Santos regionalizou o território brasileiro em quatro regiões e, propositalmente, as chamou de “Os quatro Brasis” devido a imensa desigualdade que faz com que elas pareçam quatro países diferentes. Nesse óptica, percebe-se que o extenso território brasileiro é outro fator que dificulta a integração inter-regional. Entretanto, com a intensa globalização, a igualdade entre as regiões tornou-se mais provável, haja vista que o povo está mais unido, ultrapassando os limites físicos do quinto maior país do mundo. Tal situação é notada pelo aumento do IDH em todas a regiões do país, de acordo com dados publicados pelo IBGE, que comparam o índice de desenvolvimento humano nos anos 2000 e 2010.
Em suma, é claro que para o avanço de todo o país, necessita-se do desenvolvimento de cada região. Então, para isso o povo deve precionar o governo por meio de companhas e protestos com a finalidade de arrecadar verbas para o desenvolvimento económico dos estados situados nas regiões marginalizadas. Sómente assim, diria Milton Santos, haverá um único Brasil, mais integro e igualitário.