ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 28/06/2021
Há 90 anos, a segunda geração de escritores modernistas narrava pela primeira vez as mazelas das localidades mais pobres do Brasil, com foco essencial no povo sertanejo que pouco apoio recebia do governo. Paralelamente, na contemporaneidade, os problemas locais não se alteraram muito, o que resulta na pequena redução de desigualdades entre as regiões do Brasil. Esse problema, cuja causa se relaciona com a construção histórica do país, gera consequências negativas como a exclusão social dos indivíduos.
Deve-se destacar, inicialmente, que ao longo do período colonial, apesar de desigual, cada uma das cinco regiões era polo de algum desenvolvimento econômico, no entanto, essa conjuntura mudou com a dinâmica dos regimes políticos. Tal alteração ocorre, principalmente, no decorrer da República Velha, na qual a maior parte dos investimentos se concentraram nas localidades mais ao sul, uma vez que os líderes do país residiam naqueles lugares. Dessa forma, a região meridional do Brasil pode se desenvolver, enquanto que o Norte e Nordeste não, isso é constatado hoje pela pequena participação dessas regiões no PIB nacional, segundo o IBGE, de menos de 20%. Assim, nota-se a existência de desafios construídos ao longo da história, e que na atualidade tornaram-se imprescindível serem solucionados.
Por conseguinte, observa-se a exclusão social das pessoas que estão nas regiões mais necessitadas. Exemplo disso foi durante a última edição do Big Brother Brasil, em que participantes do Nordeste sofreram xenofobia pela forma de falar e se expressar culturalmente. Sob tal ótica, verifica-se que além da exclusão econômica, a população de locais pobres também é menosprezada por parte do próprio povo brasileiro. Portanto, constata-se não só a gravidade da falta de igualdade entre as regiões, mas também a necessidade de ações governamentais que mitigam essa problemática.
Logo, é essencial reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Economia atrair a implantação de empresas nacionais e internacionais nos territórios mais pobres, por meio de acordos econômicos e doação de terrenos. Ademais, a escolha da região contemplada deve ser feita a partir de estudos, os quais devem selecionar lugares com altas taxas de desemprego e baixo IDH, com o intuito de gerar oportunidades, empregos e renda na forma de impostos recolhidos, os quais serão destinados a melhorias do corpo social, como a construção de escolas, postos de saúde, investimentos em saneamento básico entre outras medidas. Desse modo, as realidades narradas pelos modernistas ficarão no passado e nos livros.