ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 07/07/2021

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, disserta em sua obra “globalização e as consequências humanas”, que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causa, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Tal ausência torna-se evidente ao se observar o caráter desigual entre as regiões do Brasil, é notório que essa imprescinbilidade não tem sido considerada no país. Nesse sentido pode-se afirmar que a Negligência Governamental e a escassa abordagem do problema agravam essa situação.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a negligência estatal em criar medidas para combater essa desigualdade o quanto antes. Sabendo disso, pode-se perceber que cada vez mais a disparidade regional tende a aumentar ou simplesmente se manter em seu estado atual, como pode ser visto com o passar dos anos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a escassa abordagem do problema como impulsionador dessa desigualdade no Brasil. Segundo dados da última década, as regiões Norte e Nordeste possuem menos de 1/5 de participação no PIB. Diante de tal exposto, é visível a progressão de tal estado ao longo do tempo de forma desordenada. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo, por intermédio de campanhas busque desenvolver regiões com menores participações no PIB e IDH menores, como forma de diminuir a disparidade entre regiões. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.