ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 05/07/2021

O ano de 2020 foi marcado por muitas tragédias, uma delas foi o “apagão” no Norte do país que deixou os brasileiros em situação degradante por vários dias. Esse cenário é um dos reflexos da desigualdade existente entre as regiões do Brasil e demarca a fragilidade em que se necessita os direitos constitucionais da população. Esse panorama se mantém por dentro da inação do Estado e é fruto de contexto histórico e acarreta reveses para toda a sociedade. Desse modo, é vital a análise dessa conjuntura em busca de mitigá-la.

Convém salientar, de início, que a disparidade regional no país advém de uma acumulada e necessária ser desconstruída. Nesse âmbito, no Período colonial houve uma mudança de eixo econômico para o Sudeste e, consequentemente, o Norte e Nordeste conhecido subalternos às decisões do Estado. Paralelamente, percebe-se na atualidade uma triste perpetuação desse quadro, tendo em vista que ainda há concentração de serviços no Centro-sul, visto os melhores índices nas esferas empregatícias e sociais em detrimento dos demais eixos, o que expõe o progresso descontínuo das regiões brasileiras. Esse fenômeno se mantém porque não há fatores econômicos entre as regiões e refletem uma urgência estatal e privada para uma dissolução dessa discrepância nacional.

Ademais, vale ressaltar os efeitos da desigualdade regional para os cidadãos, já que diversos direitos são impactados. Tal quadro se confirma na diferença do acesso à educação entre as mesorregiões brasileiras, como indica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse fenômeno se mostra pela quantidade massiva de polos universitários e tecnológicos no Sudeste e com ínfima presença nas demais áreas. Conquanto, a mão de obra das regiões ficam díspares e a busca por melhores oportunidades de vida é dificultada. Assim, é nocivo tal quadro, uma vez que não é garantida a equidade prevista na Constituição Federal para todos os brasileiros.

Por conseguinte, para amenizar as discrepâncias regionais e efetivar a Carta Magna do Brasil é vital que o Estado realize um estudo amplo no país por meio do IBGE. Isso com pesquisas domiciliares e compilação de dados virtuais com a competente de evidenciar as regiões que constituem o maior repasse federal e, dessa forma, possibilitar um mapeamento mais assertivo de políticas públicas. Além disso, é crucial que o Governo dê isenções fiscais às empresas que se instale no Norte e Nordeste, o que permitiria maior oferta de empregos para esses cidadãos. De tal maneira, o Brasil irá divergir da sua geração colonial de segregação.