ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 08/07/2021

As desigualdades regionais existentes no Brasil possuem raízes históricas, como na República Velha, por exemplo, período no qual eram evidentes as discrepâncias dos investimentos e interesses políticos nos estados do Sudeste, em comparação a outras localidades do país. Nesse contexto, na atualidade, a realidade não diverge do passado, pois as desigualdades entre as regiões brasileiras, ainda, são bastante evidentes e são ocasionadas por ações insuficientes do Governo em garantir educação de qualidade e investimentos robustos para desenvolver as regiões mais pobres do país. Desse modo, mostra-se a relevância em discutir essa pauta.

Primeiramente, é indubitável que a principal causa das desigualdades entre as regiões do Brasil é a falta de educação de qualidade. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2019, as regiões com maiores taxas de analfabetismo eram Nordeste e Norte, com 13,9% e 7,2% da população com 15 anos ou mais iletradas, respectivamente. Dessa maneira, não coincidentemente essas regiões são, também, as mais pobres e com menores Índices de Desenvolvimento Humano, segundo o PNAD. Nesse sentido, torna-se claro que a educação de baixa qualidade e/ou incompleta implica diretamente no baixo desenvolvimento regional e na qualidade de vida da população, pois as pespectivas de quebrar o ciclo de pobreza das pessoas são baixas.

Além disso, é cabível salientar que os investimentos do Poder Executivo Federal nas regiões brasileiras mais pobres são mal utilizados e/ou insuficientes. De acordo com o filósofo Inglês Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de proteger os cidadãos. Nesse sentido, o Governo é obrigado a fomentar o desenvolvimento de todas as áreas do país, principalmente as mais pobres, na busca por amenizar as desigualdades históricas. Entretanto, enquanto o Governo brasileiro não investir robustamente em infraestutura, qualificação profissional, fornecer incentivos fiscais, para atrair indústrias, e garantir direitos básicos como saúde, moradia e alimentação adequada as desigualdades se perpetuarão.

Destarte, tornam-se evidentes os desafios da problemática, destacando-se o papel do Estado, por meio do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em elaborar programas de erradicação do analfabetismo no país, principalmente nas regiões mais pobres, com o objetivo de minimizar as desigualdades. Para essa ação, com verbas governamentais, aumentará os investimentos em educação, com incentivo à capacitação de professores, além de promover programas sociais que garantam a permanência das pessoas na escola, como fornecer as famílias mais carentes auxílio financeiro para que o estudante não precisem parar os estudos para trabalhar. Dessa maneira, o Brasil estará no caminho para reduzir as desigualdades.