ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 10/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, preve em seu artigo sexto, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática como se observa no desafio de reduzir as desigualdades entre as regiōes do Brasil, o que dificulta, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse contexto, o Brasil possui um abismo social do acesso à tecnologia para educação. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise deve-se ressaltar a ausência de políticas públicas especificas que visão ratificar os preceitos constitucionais e legais que garantam educação difundida a toda população. Essa conjuntura, segundo as ideias dos iluministas Diderot e D’lembert, autores da “Enciclopédia”, vai de encontro a alienação da população, visto que a democratização da educação é fundamental no combate a alienação dos cidadãos. Apriori, o que infelizmente é evidente no País é uma falta de difusão do conhecimento, uma falta de padronização e falta de preceitos para serem usados como comparação ou métrica, evidentimente todo jovem em mesmo ano escolar deveria ter acesso ao mesmo nível de ensino independente da escola.
Ademais, é fundamental apontar que a desigualdade social é muito forte no País e ela reflete diretamente no ponto “tecnologia” e no ponto “educação” sendo a impulsionadora da desigualdade educacional entre escolas públicas, privadas, urbanas e rurais. Diante de tal exposto é incontestável que existe a necessidade de mitigar essas diferenças com políticas públicas de educação. Contudo, a evolução da tecnologia e a necessidade de repensar o “formato escola” não é uma demanda nova, em suma, a pandemia do corona vírus 19 só ajudou a deixar isso ainda mais evidente, segundo o geógrafo Milton Santos a democratização só é evidente quando atinge a totalidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são universais e desfrutados por todos os cidadãos. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar visto que o ensino de agora é o principal responsável pela formação dos pilotos dessa nação, o que colhemos amanhā depende do que é plantado hoje.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da educação, por meio de políticas de incentivo a tecnologia em escolas públicas e rurais pense em ferramentas estruturais do sistema que forneça uma educação mais igualitária aos jovens brasileiros, a fim de proporcionar uma conjuntura com oportunidades inerentes a todos os jovens. Assim, se consolidara uma sociedade com valores educacionais aceitáveis que valoriza e planeja a difusão da educação tal como prioriza Milton Santos.