ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 31/07/2021

A Constituição Federal do Brasil, de 1988, garante o direito à igualdade a todos os seus cidadãos. Contudo, isso tem sido desrespeitado no país diante do aumento da desigualdade entre as regiões. Assim, infere-se que tal fato ocorre devido ao desinteresse do Governo em distribuir igualitariamente a renda para todos os estados, bem como a centralização histórica da economia do país em determinadas regiões. Dessa maneira, é necessário combater esses problemas para o bem comum de todos.

A princípio, de acordo com a teoria da Terceira Lei de Newton, ’’ toda ação possui uma reação de igual intensidade, mas que atua no sentido contrário’’. Desse modo, o descaso do Governo em distribuir igualitariamente a renda para todas as regiões, ocasiona o aumento da desigualdade no país, uma vez que vários estados possuem um déficit econômico e são, portanto, incapazes de suprir as necessidades de toda a população. Portanto, é urgente combater essa desigualdade para o bem-estar de todos os cidadãos.

Ademais, desde o começo do período republicano no Brasil, no final do século XIX, o país passou  a centralizar sua economia e poder em determinadas regiões, uma vez que foi instaurada a política do ‘‘Café com leite’’, na qual o poder presidencial era sempre dividido entre os estados de Minas Gerais e São Paulo, principais produtores desses recursos. Diante disso, vale ressaltar que de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), a região Sudeste é responsável por mais de 50% da renda do país, ocasionando, até hoje, o descaso com as regiões mais ’’ afastadas ‘’, como o Norte e o Nordeste, por exemplo. Assim, é necessário a preocupação do Estado em promover a igualdade entre toda a população.

Em suma, o descaso do Governo em distribuir igualitariamente a renda entre as regiões, bem como a centralização histórica da economia, resulta no aumento da desigualdade no país. Dessa forma, é dever do Ministério da Economia, a maior distribuição de renda aos estados mais pobres, por meio de uma melhor gestão do capital, para que assim possa atenuar a desigualdade do Brasil, tendo em vista que todos os cidadãos possuem os mesmos direitos. Semelhante a isso, cabe ao Ministério da Infraestrutura, investir mais dinheiro nas regiões ‘‘afastadas’’ do centro, com a utilização de políticas públicas em parceria com outros ministérios, visando uma maior igualdade entre os estados do Brasil, para que dessa forma o país possa viver em equidade. Com isso, torna-se possível o direito à igualdade previsto pela Constituição.