ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 13/08/2021

Segundo o artigo 3º da Constituição Federal do Brasil, “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III- Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Entretanto, mesmo após aos avanços constitucionais e governamentais da Constituição em vigor e do país, as desigualdades regionais são problemas estável no território brasileiro e transparecem na sociedade brasileira cujo governo negligencia investimentos na educação e na saúde nas regiões mais afetadas.

No contexto referente a expansão de investimentos na Eduacação, pode-se citar os dados divulgados pelo IBGE, em 2019, o qual denúncia que o Norte e o Nordeste são regiões com menor índice de concluintes do ensino fundamental com 44,1% e 38,7%, respectivamente. As dificuldades da educação nas regiões menos desenvolvidas do país não são uma problemática nova. Logo, verifica-se a muito tempo o desleixo do governo para com essas áreas no que tange a aplicação necessária e de medidas realmente efetivas para a resolução desse desafio.

Paralelamente a essa dimensão educacional, a qualidade de vida, segundo a organização Mundial da Saúde (oMS), " Saúde é o estado de completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência da doença. De acordo com os dados divulgados em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% do povo Nordestino não possuem plano de saúde e dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Sendo assim, a responsabilidade dos investimentos nesta necessidade básica deveria ser ainda maior nessas regiões.

Portante, como disse o economista britânico, Sir Arthur Lewis, “A educação nunca foi uma despesa, sempre foi um investimento a longo prazo”. Faz-se necessário como forma de combater as desigualdes regionais a expansão do investimento na educação como resolução a longo prazos, trazendo assim o aperfeiçoamento das condições de trabalho dos futuros jovens, além da formação humana e cidadã. Ademais, o investimento na saúde também garante qualidade de vida, e com isso todo aumento do indice de Desenvolvimento Humano. Seria benéfico também a revogação da Emenda  do Teto de Gastos, promulgada em 2016, que limita por 20 anos os gastos públicos, pois permitiria que a população tenha consciência dos gastos governamentais.