ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/08/2021
No ano de 2020 acorreram várias tragédias, uma delas foi o “apagão” no Norte de país que deixou acumulados de brasileiros em situações desagradáveis por dias. Nesse contexto é um dos reflexos da desigualdade presente entre as regiões do Brasil e marcada pela vulnerabilidade nos direitos constitucionais da parte da população.
Nesse âmbito, no Período Colonial houve uma mudança de eixo econômico para o Sudeste e, consequentemente, o Norte e nordeste conhecido subalternos às decisões do Estado. Paralelamente, percebe-se na atualidade uma triste perpetuação desse quadro, tendo em vista que ainda há concentração de serviços no Centro-sul, visto os melhores índices nas esferas empregatícias e sociais em detrimento dos demais eixos, o que expõe o progresso descontínuo das regiões brasileiras. Esse fenômeno se mantém porque não há fatores econômicos entre as regiões e refletem uma urgência estatal e privada para uma dissolução dessa discrepância nacional.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a diferença do acesso à educação entre as mesorregiões brasileiras, afetando diretamente os cidadãos, já que diversos direitos são impactados. Esse acontecimento mostra o excesso de polos universitários no sudeste, com isso, os trabalhadores das regiões ficam díspares e a busca pelas melhores oportunidades de vida é dificultada, mostrando assim que a equidade prevista na Constituição Federal não é garantida para todos.
Por conseguinte, para amenizar as discrepâncias regionais e efetivar a Carta Magna do Brasil é vital que o Estado realize um estudo amplo no país por meio do IBGE. Isso com pesquisas domiciliares e compilação de dados virtuais com a competente de evidenciar as regiões que constituem o maior repasse federal e, dessa forma, possibilitar um mapeamento mais assertivo de políticas públicas. Além disso, é crucial que o Governo dê isenções fiscais às empresas que se instale no Norte e Nordeste, o que permitiria maior oferta de empregos para esses cidadãos. De tal maneira, o Brasil irá divergir da sua geração colonial de segregação.