ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 14/08/2021

O Brasil é um país vasto, tanto em território quanto em cultura. Isso, somado a uma política pública nacional completamente negacionista às suas raízes e sempre pendente ao lado branco e elitista, gera uma inevitável e estrutural desigualdade entre as diversas regiões do Brasil, principalmente entre os centros Sul-Sudeste e Norte-Nordeste.

Essa desigualdade está relacionada a uma negligência por parte da política do Governo Federal para com demandas básicas das regiões Norte e Nordeste, como, por exemplo, educação e infraestrutura. No quesito escolaridade, essas regiões têm índices alarmantes. De acordo com um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 52,6% da população do Norte e Nordeste terminou o ensino fundamental, enquanto no Sudeste, 51,1% chegam ao ensino médio. Além disso, este mesmo levantamento aponta que o Nordeste tem o maior índice de analfabetismo do país, de 14,5% (sendo a média nacional de 7,2%).

Essa precariedade no ensino nas regiões Norte e Nordeste traz diversas consequências relacionadas ao estilo de vida da população. De acordo com outra pesquisa do IBGE, estas duas regiões, somadas, concentram 74% das pessoas em situação de pobreza do país. Em contraponto, a região com menor índice foi o Sul, com 2,5%.

Infere-se, portanto, que apesar de crucial, a desigualdade social entre as regiões brasileiras faz-se contínua. Sendo assim, o Poder Legislativo, como criador das leis que regem a sociedade, em parceira com o Ministério da Educação, deve promover mecanismos de proteção para a classe atual, por meio da criação e da insenção de campanhas paliativas nas instituições de ensino e na internet, a qual deverá contemplar o valor das diferenças sociais, principalmente dos artistas que vivem em áreas sob o repúdio da pobreza e das mazelas sociais, além de fiscalizações nas áreas trabalhistas, para que, assim, seja moldada as discrepâncias vivenciadas pelos brasileiros que se direcionam para outros estados em detrimento de uma nova expectativa de vida e seja promovida a diferença.