ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/08/2021
No período XX, aconteceu a explosão demográfica e, assim, o auge da migração pelo interior do Brasil, a maior parte importante por ideais econômicos. À vista disso, a presença de nordestinos para o Centro-oeste, Sul e Sudeste elevou os índices de desigualdade no meio urbano, com o alta de periferias e de zonas impróprias para moradia humana, além do esvaziamento e evasão das regiões ao norte. Dessa forma, os efeitos que ajudaram para a dificuldade do subdesenvolvimento necessitam ser discutidos a partir dos desafios de amenizar tais desigualdades.
Inicialmente, pode-se conceituar a desigualdade por as regiões sob a regionalização dos “Quatro Brasis” de Milton Santos. Através de critérios do meio geográfico, o geógrafo propõe uma regionalização que acaba por juntar as regiões Sul e Sudeste - Região Concentrada -, já que ambas concentram 70% PIB do país, além de motivarem no desenvolvimento das outras regiões. Nesse sentido, tal perspectiva relaciona-se com a permanência de elevados índices de pobreza, de contexto memorial, nas regiões norte e nordeste, posto que ainda há inferioridade na infraestrutura, nos direitos sociais básicos e no desenvolvimento destas. Logo, a falta de uma redistribuição correta implica no avanço social, econômico e político do país.
Deve-se relevar a ideologia capitalista como fator primordial da permanência de relações desiguais. De acordo com o sociólogo Karl Marx, o modo de produção capitalista determina a sociedade, visto que esta é marcada por relações de poder desiguais, geradora da exploração entre classes. Dessa forma, a teoria explica a preferência pela mão de obra nordestina nas regiões do sul do país, na qual trabalhos análogos à escravidão, com baixos salários em lugares precários e insalubres, são ocultados pela expectativa e promoção de melhores condições de vida. Sendo assim, a ampliação de políticas públicas em regiões mais carentes é viável para a homogeneidade populacional.
Infere-se, portanto, que essas e outras termos são capazes de minimizar os efeitos da conjuntura. Por isso, o Poder Público, juntamente com o Presidente da República, precisa encorajar um acordo entre os governadores dos estados que mais influenciam no PIB do território para que haja avanço gradual das regiões no todo. Desenvolvido através de debates no parlamento, o acordo irá conter projetos de desenvolvimento de todas as áreas públicas presentes nas regiões tradicionais, desde colégios até rodovias. Por meio de sugestões que envolva princípios dos poderes legislativo, judiciário e executivo, além do redirecionamento de verbas, haverá a reparação do contexto cultural brasileiro.