ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 13/08/2021
A primeira revolução industrial gerou um avanço na tecnologia e, consequentemente, na escala de produção, acontecendo na Inglaterra durante o início do século XVIII. Entre suas várias consequências, encontra-se o grande número de desemprego, visto que o período foi marcado pela substituição do homem pela máquina. Destarte, esse empecilho deve ser debatido com foco em dois pontos: o desemprego e as desigualdades gerados pelo avanço tecnológico.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o Brasil é o sétimo país com o maior índice de desigualdade do mundo, de acordo com uma pesquisa realizada pela PNUD. Com isso, é notável que algumas regiões do país, por serem mais desenvolvidas, possuem uma economia maior do que a dos demais estados do Brasil. Sendo assim, determinados estados sofrem com a falta de infraestrutura, má qualidade de saneamento básico e saúde, enquanto outros gozam de tais situações e não ajudam tanto quanto deveriam aqueles que carecem de alguma forma de apoio, aumentando ainda mais a dificuldade em reduzir os problemas de desigualdades regionais.
Por conseguinte, percebe-se, também, que regiões mais desenvolvidas possuem mais pessoas desempregadas. O desemprego, nesse caso, retoma às atividades da revolução industrial, tendo em vista que, na época, as empresas passaram a empregar mais a manufatura do que seres humanos. De acordo com Karl Marx, a história da sociedade até os nossos dias, é a história da luta de classes, há, ainda, a letra da música “Xibom Bombom”, que diz “o de cima sobe e o de baixo desce” e, por mais que as classes mais baixas lutem para conseguir bons empregos e chegar ao menos perto das classes mais altas, a situação do governo dificulta tal ato. Além disso, a história do país, principalmente quanto à questão política, aborda inúmeros exemplos que se ligam à música da banda As Meninas, sendo que os políticos têm seus salários aumentados a cada ano e o resto da maioria da população sofre com o pouco dinheiro que recebe, não conseguindo subir na pirâmide de classes.
Desta forma, torna-se necessário que medidas estratégicas sejam tomadas. Cabe ao Estado, em parceria com as grandes empresas dominantes no Brasil, distribuir o salário de seus funcionários de forma mais justa e promover estágios aos que não possuem conclusão de ensino médio e fundamental, pois esses encontram mais dificuldade de trabalhar, a fim de reduzir o número de desemprego e desigualdade salarial. Ademais, é de suma importância que o Estado melhore a infraestrutura geral de suas regiões, promovendo uma maior qualidade de vida a seus habitantes. Além disso, seria interessante o Ministério da Cultura, por meio de órgãos governamentais, promover projetos sociais que ajudem no empregamento nas regiões menos desenvolvidas, aumentando, assim, suas economias.