ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 14/08/2021
“As inquietudes são a locomotiva da nação”. A afirmação, atribuída ao filósofo e sociólogo Karl Marx, pode facilmente ser aplicada ao desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, já que as desigualdades num geral consolidam como um regresso para uma vivência harmoniosa da sociedade. Nesse sentido, essa situação tem como origem inegável as diferenças econômicas entre as regiões brasileiras. Assim, não só a falta de acesso a educação como também a privação a saúde pública de qualidade contribuem para a naturalização desse quadro problemático.
A priori, é importante ressaltar que a educação é imprescindível e, indubitavelmente, é uma fundamental ferramenta de desenvolvimento social e econômico. Entretanto, de acordo com o geógrafo Milton Santos, no texto “Cidadanias Mutiladas”, a democracia, extremamente necessária para o acesso a educação qualificada, só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são universais e desfrutados por todos os cidadãos. Dessa maneira, a concentração de institutos acadêmicos em regiões com alto desenvolvimento econômico e a carência de milhares de pessoas a esse serviço provam que a desigualdade marca presença no Brasil.
Ressalta-se, ademais, que as desigualdades regionais são potencializadas também pela privação de saúde de qualidade, dado que, para receber tais serviços, é necessária uma quantia monetária, a qual pode ser significativa para a população de baixa renda. Dessa forma, sem possuir condições econômicas favoráveis, muitos indivíduos não enxergam o sistemas de saúde privados compatíveis com suas realidades, situação essa que tonifica ainda mais o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil.
Portanto, fica evidente a importância da educação e saúde de qualidade e a necessidade da democratização desses recursos. Nesse âmbito, cabe ao Governo Federal fazer maiores investimentos nesses sistemas por meio de verbas públicas, a fim de reduzir a desigualdade presente nos membros das classes altas e mais baixas. Desse modo, o cidadão brasileiro poderá atingir a condição de vida prevista no Artigo III da Constituição.