ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 13/08/2021

No filme Parasita é contada a história de duas famílias que vivem realidades opostas. Enquanto, a riquíssima família Park usufrui de privilégios da sociedade, a família Kim vive à custa alheia através da exploração. Infelizmente a narrativa não destoa da realidade brasileira, no qual, é perceptível a desigualdade entre as regiões do Brasil. Em suma, esse problema se perpetua tanto pelo estigma histórico, como também, por negligência governamental.

Em primeira análise, é fundamental destacar que o processo de industrialização não ocorreu integralmente em todo o território nacional, pararnando-se efeito da discrepância regional. Segundo a Teoria das Ideias do filósofo Platão, existe uma realidade abstrata por trás de um material de realidade. Logo, é evidente que esse processo histórico se concentrou de forma extrapolada apenas em uma região, provocando o desprezo de outras localidades e o surgimento de um projeto de desenvolvimento utópico.

Ademais, é fulcral pontuar o investimento ausente governamental para a unificação completa do território nacional como precursor das desigualdades regionais do país. De acordo com o contratualista Thomas Hobbes, uma vez que, o estado viola o “Contrato Social” deixa de garantir os direitos indispensáveis aos cidadãos. Desse modo, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a indiferença do governo a problemática contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Economia (ME), por intermédio de verbas governamentais, crie um programa de integração regional com representantes de cada lugar para discutir projetos que promovam a homogeneização dos regiões. Além de fornecer incentivos fiscais para o compartilhamento de centros industriais por todo o país. Assim, se consolidará uma sociedade mais íntegra, onde o estado desempenha corretamente seu “Social”, tal como afirma Thomas Hobbes.