ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 11/08/2021
A série de televisão norte-americana “Outer Banks” retrata de forma explícita a desigualdade social presente em uma ilha onde há divisão dos indivíduos entre ricos e pobres, denominados respectivamente como “kooks” e “pogues”. De forma análoga à situação da obra é possível perceber alarmantes desigualdades sociais e econômicas vivenciadas nas diferentes regiões brasileiras, onde os cidadãos são classificados como pertecentes às classes alta, média ou baixa. Assim sendo, torna-se imprescindível que o quadro atual sofra mudanças e que sejam realizadas com o intuito de mitigar os impasses existentes.
Em primeiro lugar, vale destacar a teoria do renomado filósofio italiano, São Tomás de Aquino. Segundo ele, diante de um Estado democrático todas as pessoas possuem a mesma importância, sendo assim, não pode haver diferença nos benefícios ofertados. Todavia, a prática vivenciada no cenário brasileiro diverge de tais ideias. Uma vez que, de acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou evidente enormes disparidades entre as regiões do Brasil, onde ficou incontestável que o maior rendimento per capita está concentrado em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Portanto, Sudeste e Centro-Oeste fazem parte das 11 unidades com maior rendimento. Desse modo, os desafios sociais e econômicos ficam mais difíceis.
Ademais, vale destacar a renomada Teoria da Seleção Natural, proposta por Charles Darwin, a qual explica a seleção dos seres com maior facilidade de adaptação ao meio e a eliminação daqueles que apresentam desvantagens. A teoria se comprova quando comparada às desigualdades vivenciadas diariamente pelo povo pertencente à classe baixa que residem principalmente ao norte. Em 2011 o IBGE divulgou a participação das regiões no PIB e enquanto o sudeste compartilha 55,4% de participação total, o norte declarou apenas 5,4% do total. Dessa forma, é nítida a exclusão proposital da região norte por parte do governo. Assim sendo, os investimentos públicos, principalmente os que estão ligados à educação, precisam de reparos.
Por conseguinte, é mister que o Estado tome providências para abrandar as situações atuais. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, exortar que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, proponha maiores investimentos na área da educação nos locais mais precários, para que seja feita de forma proporcional. Para mais, deve ser realizada uma pesquisa minunciosa com os estudantes brasileiros e aumentar a carga horária das regiões que estão em decadência educacional. Espera-se, com essa medida que a realidade atual seja convertida.