ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 14/08/2021

A obra musical “Até quando?”, do autor Gabriel, o Pensador corrobora com a ideia da negligência da própria sociedade brasileira perante os problemas vívidos, ou seja, o cidadão adota uma postura passiva diante daquilo que lhe é imposto. Não obstante, a globalização ratifica com o fundamento de que, o seu surgimento viabilizou, no contexto brasileiro, uma acentuação drástica nos diversos meios de desigualdades. Estas, por sua vez, são manifestadas por diversas razões, no entanto a causa mais notável, tida como agente para as outras é a má distribuição de renda, aliada a distribuição de poder nas mãos de uma parcela mínima. Desta maneira, é necessária a discussão acerca de caminhos que levem a redução das desigualdades entre as regiões do Brasil.

Primeiramente, ressalta-se a desigualdade de gênero. Essa deficiência está, sobretudo, relacionada com a desigualdade econômica de um país. Ademais, segundo o Fórum Mundial da Economia a desigualdade entre homens e mulheres é salientada por três principais fatores: desigualdade salarial, a tendência da mulher trabalhar no setor informal e desigualdade de oportunidades. Ou seja, condições estas, que propiciam o aumento no índice de desigualdade econômica entre regiões. Contudo, é substancial que haja equidade no mercado de trabalho. Para isto, a promoção de políticas nas empresas é substancial, a partir de diretrizes salariais e divisões de cargos feitas de forma equitativa.

Em segundo lugar, outro fator gradativamente agravante é a segregação étnica. De acordo com o sociólogo brasileiro Danilo França os fatores para esta separação podem ser observados cotidianamente mediante os espaços urbanos, isto é, a ineficácia nos acessos aos recursos, ao mercado de trabalho, a serviços públicos e a materiais culturais e de consumo. Por conseguinte, concluímos que, a história do Brasil é marcada pela concentração de riquezas e a desigualdade socioespacial se tornou uma consequência, associando a “raça” a este fator. No entanto, é fundamental que haja políticas públicas que favoreçam a mescla social, trazendo à tona medidas inclusivas para as diversidades étnicas.

Impende, portanto, a atuação dos órgãos competentes por meio de ações governamentais. Nesta instância, cabe ao Poder Público administrar e promover programas e políticas de cunho social e econômico, que ampliem a distribuição de renda e a integração das vastas etnias existentes em solo brasileiro. Outrossim, os meios midiáticos e as Organizações Não Governamentais (ONGs) devem se responsabilizar por promover campanhas de conscientização que façam a população refletir quanto as discrepâncias existentes em nosso país, a fim de inibir quaisquer omissões quanto aos problemas que assolam a população. Especula-se assim, um avanço social, econômico e de saúde pública.