ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 16/08/2021
A partir do processo de industrialização brasileira, na década de 1930, percebe-se a intensificação das disparidades regionais no país, o que promoveu a dificuldade de desenvolvimento dessas localidades. Nesse sentido, evidencia-se a primordialidade da superação do desafio de reduzir as desigualdades entres as regiões do Brasil, o qual se perpetua no período hodierno. Posto isso, aponta-se as dificuldades de desenvolvimento social e econômico e a carência de medidas governamentais que visem à redução das diferenças regionais como responsáveis pela perpetuação desse desafio.
Em primeira análise, destaca-se a evolução desigual da urbanização nacional como principal barreira à mitigação dos contrastes entre as áreas do território nacional. Isso porque, consoante ao sociólogo alemão Karl Marx, as empresas necessitam de “infraestrutura” – conjunto de critérios imprescindíveis ao íntegro funcionamento dessas, como a organização do espaço urbano – adequada. Nessa linha de pensamento, afirma-se que as regiões de deficitário urbanismo apresentam obstáculos à atenuação da problemática abordada, tendo em vista a insuficiência de fatores atrativos a essas instituições, as quais promovem a geração de empregos e renda, essencial ao desenvolvimento social e econômico dessas regiões. Sendo assim, corroboram-se os impactos negativos da urbanização desproporcional do país como fomentadora da manutenção das disparidades regionais.
Outrossim, denota-se a escassez de ações do Governo Federal que objetivem o enfrentamento do desafio mencionado como intensificador dos contrastes inter-regionais. Dentro desse prisma, em consonância ao filósofo grego Aristóteles, devem-se tratar os desiguais na medida de suas desigualdades, a fim de garantir o equilíbrio da sociedade. Nessa perspectiva, ressalta-se que a hegemonia econômica de algumas Unidades da Federação favorece a permanência das desigualdades, desse modo, a atuação da União se torna fulcral ao estabelecimento da equiparação, segundo a tese aristotélica. Entretanto, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2020, designou-se aos Estados hegemônicos os maiores contingentes de recursos federais. Dessa maneira, salienta-se a inércia estatal como favorecedora do panorama de desigualdades entre as regiões do Brasil, enfatizando a necessidade de intervenções à superação desse desafio.
Em vista do exposto, é mister que o Estado atue de forma a reduzir as diferenças inter-regionais nacionais. Portanto, cabe ao Ministério da Economia criar o programa “Integração Brasil”, por meio da inserção desse à agenda ministerial, com o fito de promover a facilitação do desenvolvimento social e econômico das regiões afetadas pelas disparidades, tal como a organização do espaço urbano, atrativo das empresas, responsáveis pelo fomento do progresso, essencial à superação desse desafio.