ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 08/08/2021

O romance filosófico “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que à desigualdade entre regiões do Brasil ainda é um problema a ser combatido em nosso país. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa,  mas também da falta de debates sobre o assunto em sala de aula. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da coletividade.

Primeiramente, é essencial pontuar que a insuficiência legislativa deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o filósofo John Locke, o estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no atual cenário brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades, regiões brasileiras acabam tendo rumos diferentes em relação à economia, ao IDH e per capita. Em vista disso, fica evidente a ineficácia administrativa na resolução dessa situação maléfica.

Ademais, a carência de debates sobre o desigualdade regionais no Brasil apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” e Helen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a desinformação sobre as demais regiões tem como consequência o agravamento da situação delas, exemplo disso é não olharmos para eles como possíveis potências para nossa economia de modo geral, podendo diversificar nossa produção e gerar empregos nessa regiões. Logo, tudo isso retarda a resolução ao combate à desigualdades regionais no Brasil , já que a falta de debates sobre o assunto contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital aos estado brasileiros que mais necessitam, com a finalidade de tais regiões e estados investir em indústrias e empresas, fazendo com que a economia começe a girar necessitando de mão de obra e, consequentemente, gerando empregos. Desse modo,  reduzindo a desigualdade dos estados brasileiros, no que se refere à economia e IDH, em médio e longo prazo.