ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 19/08/2021

Em períodos do início da República Brasileira, a política do Café com Leite, beneficiava majoritariamente a Região Sudeste, de modo que até hoje ela é uma das regiões mais ricas do país. Em contrapartida, as demais regiões não possuiram o devido investimento, consequência a qual se é vista atualmente, em que a Região Nordeste é uma das mais deficitárias no Brasil. Dessa maneira, observa-se a descrepância na desigualdade no país, de modo que desafios econômicos e educacionais são encontrados. Assim, mostra-se a necessidade da aferição dos valores e uma solução para a problemática.

Nesse sentido, o Brasil é o 7° país mais desigual do mundo segundo a PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Desse modo, a desigualdade dos estados brasileiros é enorme, já que, segundo o IBGE, estados da Região Sudeste são aqueles com maior rendimento “per capita”, e os das Regiões Norte e Nordeste, os piores. Isso mostra a desigualdade econômica entre eles, de forma que afeta o desenvolvimento e investimendo à tecnologia, seja ela para a educação, saúde ou segurança. Logo, é imprescindível que uma solução seja encontrada.

Ademais, decorrente às diferenças econômicas, a educação dos estados mais prejudicados está defasada. Segundo a adaptação da obra de Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida, pessoas que residem em lugares sem muitos recursos, encontram diversas dificuldades em variados âmbitos sociais, como a Educação. Dessa forma, segundo o site Correio Brasiliense, as melhores escolas brasileiras encontram-se na Região Sudeste, enquanto nas demais regiões nota-se uma regularidade ou piora do ensino. Mais uma vez evidencia-se as diferenças encontradas no país.

Verifica-se então a urgência na amenização desses desafios, de modo que toda a população seja beneficiada. Dessa forma, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Economia, prover medidas que aumentem a renda dos mais vulneráveis, seja pelo ampliamento do Bolsa Família ou a permanência do Auxílio Emergencial enquanto a desigualdade perdurar, de modo a possuir a finalidade de proporcionar uma renda e uma vida melhor aqueles que precisarem. No âmbito da educação, cabe ao Ministério da Educação viabilizar maiores investimentos para a área, em que, a longo prazo, a educação seja melhorada e padronizada em todos os estados brasileiros, dando oportunidades à todos igualmente. Assim, pouco a pouco, a desigualdade vista e prevista desde o início da República no país diminuirá, sendo um avanço para o país e para toda a sociedade brasileira.