ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 14/08/2021

Com o surgimento da Primeira Revolução Industrial no século XVIII, a concentração do poder econômico na mão de uma pequena parcela da população, os burgueses, desencadeou um problema que persiste até os dias de hoje, a desigualdade. Em território nacional, a instalação do monopólio industrial foi estabelecida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido à grande quantidade de recursos naturais que poderiam ser extraídos nessas áreas. Sendo assim, as regiões como o norte e nordeste sofrem na atualidade com problemas relacionados à ausência de tecnologia e baixos investimentos em infraestrutura, segurança, saúde, acessibilidade e educação, de modo geral.

Em primeiro plano, a má gestão dos recursos do Brasil urge como um grande problema, uma vez que existe uma concentração de riquezas e investimentos apenas em regiões específicas do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recolhidos em uma pesquisa realizada no ano de 2019, a renda média per capita domiciliar nas regiões Norte e Nordeste foram de R$ 872 e R$884 repectivamente, ou seja, menor do que um salário mínimo. Em contrapartida, na região Sudeste do Brasil a renda per capita domiciliar alcança R$1.720, superando até mesmo a renda per capita nacional que ficou definida em R$1406.

Em segundo plano, a falta de investimentos e acessibilidade na área da educação impossibilita o desenvolvimento intelectual das regiões menos favorecidas, ocasionando a má formação de futuros profissionais do mercado de trabalho brasileiro. Com base em uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Qualificação Profissional (IBQP), cerca de 51% da população nordestina abandonou os estudos antes de chegar à oitava série. O grande número de evasão escolar acaba implicando na falta de qualificação profissional do nordeste, estagnando o crescimento econômico da região. Cerca de 48% dos nordestinos reconhecem que a falta de qualificação profissional é a principal causa da distribuição de baixos salários e a não prosperidade regional.

Portanto, a partir da análise aprofundada dos argumentos predispostos no decorrer do texto, urge, por conseguinte, que o Governo Federal construa um plano de distribuição de verbas e capitais mais estratégico e efetivo para as regiões brasileiras menos favorecidas através de reuniões nos congressos regionais das áreas mais afetadas. Ademais, é imprescindível a colaboração do Ministério da Educação e Cultura (MEC) no investimento em infraestrutura escolar, adotando novos sistemas de segurança e a criação de novas metodologias de ensino capazes de incluir o uso da tecnologia no cotidiano dos estudantes. Tudo isso a fim de contribuir para o desenvolvimento intelectual da população das regiões, capacitando-os futuramente para a ingressão no mercado de trabalho e na sociedade, de modo geral.