ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 15/08/2021
O conceito de entropia, na física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne ao desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para resolver essa situação, que possui como causa a ausência de interesses governamentais acerca do estudo das singularidades de mercado do país e como consequência a degradação da qualidade de vida dos habitantes das regiões desfavorecidas no cenário.
Convém ressaltar, a princípio, que a escassez de analises a partir da disbonibilidade e características econômicas de cada região, é um fator determinante para a implantação desse revés. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nesse sentido, se há um problema social, há como base uma lacuna pedagógica. Nessa lógica, as desigualdades inter-regionais, corroboram com o pensamento de Kant, uma vez que sua associação à indigência educacional se dá pela não instucionalização de princípios morais sobre a necessidade e o direito de igualdade entre indivíduos e aglomerados inerentes a uma só nação, sendo destituídos, os lideres executivos até então, de tais preceitos de equidade. Destarte, a asserção supracitada reverbera transtornos educacionais que impedem a formação de uma nação resoluta e amplificam o desarranjo autóctone.
Em consequência disso, surge a questão da violação dos direitos à melhor desenvoltura vital formalizados a todos os membros de um país, o que intensifica a gravidade do impasse. Segundo o sociólogo alemão Jugen Habermas, “a sociedade é dependente da crítica às suas próprias tradições”, fato que evidencia a necessidade de absorção de novos hábitos. Paralelamente à máxima de Habermas, é possível averiguar que a repercussão dos óbices apontados se manifestam por meio da carência de convenções sociais que venham a refletir sobre a conjuntura de disparidade de condições gerais entre as regiões brasileiras, permitindo assim que tal negliegencia permança enraizada na cultura vigente, rubrica que adverte os impactos dessa vicissitude e assevera a importância de reprimendas amplas.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para amenizar esse impasse. Sob tal ótica, com o fito de sanar as repercussões negativas da desigualdade regionalista brasileira, necessita-se que o Tribunal de Contas da união, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Econômia, será revertido em pesquisas específicas a cada local, por meio de analises de mercado consumidor e fontes de extração, a exemplo. De modo a estimular investimentos internos e externos mais difusos entre as regiões. Somente assim, o grau de desordenamento da coletividade e o nível entrópico serão atenuados