ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 05/10/2021
O desigualdade regional e suas consequências.
O Brasil sofre com a desigualdade inter-regional desde os tempos de colonia, período marcado por ciclos econômicos que determinavam qual região seria desenvolvida. Entre esses ciclos, sabe-se que o do ouro e o do café foram responsáveis pela maior concentração econômica nas regiões Sul e Sudeste do país, essas as quais o geógrafo Milton Santos, em sua divisão regional do Brasil, denominou região concentrada, visto que apresentava mais recursos em relação as demais. Por isso, nota-se uma configuração desequilibrada nos aspectos socioeconômicos no território brasileiro que é base para diversos problemas, e em vista disso deve ser melhor analisada e resolvida.
Um exemplo dessa disparidade é retratada na obra “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, livro que traz como tema principal a Guerra de Canudos, mas também apresenta as deploráveis condições de vida no Nordeste. Esse escrito, que mostra a realidade dessa região do país 20 anos após o fim da Reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro, dessa forma, evidenciando o abismo social em relação ao Sudeste.
Além disso, sabe-se que houve a tentativa de reduzir esse desequilibrio inter-regional durante o governo de Juscelino Kubitschek com a criação da SUDENE- Superintendência de desenvolvimento do Nordeste- e a construção de Brasília, que tinham como objetivo, respectivamente, a expansão econômica da região Nordeste e o desenvolvimento do Centro-Oeste, junto com a mudança da capital para a nova cidade, no entanto sem obter exito na excecução.
Portanto, fica evidente a necessidade da redução das desigualdades entre as regiões do Brasil, uma vez que elas são pilares para os maiores problemas da sociedade. Por isso, é dever do Ministério da Economia, por meio de programas de desenvolvimento econômico, o aumento de parques industriais nas regiões menos favorecidas, visando a geração de empregos e a recuperação de renda. Ademais, cabe as instutuições privadas com apoio do governo federal, por via de parcerias com empresas estrangeiras, a atração de investimentos e a destinação desse capital às condições básicas, na busca da melhoria na qualidade de vida da população em locais insalubres e a redução na desigualdade regional.