ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 19/08/2021
De acordo com o artigo 5º da Constituição de 1988, todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza garantindo-se o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Contudo, é evidente o rompimento desse artigo, visto que o Sul e o Sudeste brasileiro, são regiões com maior renda per capita, possuem uma ampla cobertura de serviços essenciais como o saneamento básico, por exemplo, em comparação ao Norte e ao Nordeste. Um dos maiores desafios relacionados à questão da desigualdade entre as regiões é a concentração de riquezas e de investimentos em uma área em detrimento de outra, confirmando para um cenário desequilibrado na nação.
O ano de 2020 foi marcado por muitas tragédias, uma delas foi o “apagão” no Norte do país que deixou milhares de brasileiros em situação degradante por vários dias, em que mesmo possuindo hidrelétricas que são responsáveis por parte da energia no território brasileiro, em capitais do Sudeste e Sul o qual não foram afetadas e continuaram a ter energia normalmente, pela distribuição desigual de recursos o estado nortista sofreu as consequências. Esse cenário é um dos reflexos da desigualdade existente entre as regiões do Brasil e demarca a fragilidade em que se encontram os direitos constitucionais de parte da população.
Na obra literária “Vidas Secas”, Graciliano Ramos traz à tona a questão dos retirantes nordestinos que migram para outras áreas e regiões do país devido à seca local e em busca de melhores condições de vida. Apesar do cunho ficcional, é fato que o livro é um retrato social da desigualdade regional no Brasil e os desafios de reduzi-la. Nessa conjuntura, é possível concluir que a precariedade do modo de vida de uma parcela da população impossibilita que inúmeros brasileiros, sobretudo os moradores das regiões Norte e Nordeste, desfrutem de direitos básicos, como, no caso, o acesso à dignidade e ao bem-estar social.
Portanto, é evidente a necessidade do Governo Federal investir mais na saúde e educação, e moradia de locais menos favorecidos, com verbas destinadas a esses âmbitos, com a criação de programas competentes para o acesso a todos os direitos que são previstos, sendo dessa forma que a diferenciação entre os Estados será minimizada significativamente. Deve haver, uma melhora da rede de infraestrutura, de logística, de transportes e de energia elétrica nessas regiões menos favorecidas, com parcerias do Ministério da Economia e as empresas responsáveis, para que assim ocorra ocorra à superação da disparidade econômica e consequentemente a melhora nas condições de vida.