ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 18/08/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como principal característica o nacionalismo ufanista, acreditanto em um Brasil utópico. Entretanto, os entraves no que tange às disparidades regionais tornam o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo descaso governamental, seja pela ignorância da população, o problema permanece afetando inúmeras camadas da sociedade e exige uma melhoria urgente.
Em primeiro lugar, cabe destacar que o agravamento da problemática é fomentado por uma ineficiência dos governantes quanto à distribuição de renda. Nesse contexto, segundo o livro “Bruzundangas” de Lima Barreto, é dever do Estado prover medidas para a resolução de empecilhos públicos, tais corno uma alimentação adequada e uma condição de vida digna, no entanto, tais medidas não são observadas na prática, uma vez que o cenário precário da desigualdade continua a afila inúmeros brasileiros. Desse modo, fica claro que o não enfrentamento do problema resultará em sua permanência, necessitando assim, de uma mudança imediata.
Outrossim, vale ressaltar que a indiferença pela qual a população trata esse tema constitui-se como um fator agravante primordial. Dessa forma, segundo Dilson de Oliveira Nunes, “A ignorância é a raiz de todos os males”, ou seja, a falta de preocupação da população com as mazelas das desigualdades acarreta inúmeras consequências nocivas à toda sociedade, como a agravação do desequilíbrio econômico, social e político, uma baixa na taxa de expectativa de vida, ou mesmo o regresso de inovações sociais. Diante disso, é evidente que medidas precisam ser tomadas com urgência para mudar a conjuntura dessa situação.
Portanto, para que a sociedade não seja assolada pela miséria resultante da falta de oportunidades, é necessário ampliar as medidas do Estado em conjunto com a comunidade. Sob esse viés, cabe ao governo, como intermediador das relações humanas e da economia, promover uma maior inclusão equitária da sociedade (e esta, por sua vez, cobrar de seus representantes o que é seu por direito), por meio de meio de verbas destinadas à criação de serviços benéficos para todos como, por exemplo, a política de bolsas (bolsa família, bolsa de estudos), a fim de diminuir os altos índices de desigualdade no mundo, e proporcionar um maior poder aquisitivo da população no consumo de suas necessidades diárias. Somente então, notar-se-á uma significativa melhora na qualidade de vida de toda comunidade, se aproximando do esperado por Policarpo.