ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 18/08/2021
Desde a Revolução Industrial, diferentes nações passaram por mudanças profundas, não apenas econômicas, mas principalmente sociais. Embora a atual sociedade brasileira apresente um perfil específico, ainda é concebível que exista um legado de desigualdade, que ainda é afetado pela falta de infraestrutura do país, e também falte debate sobre o assunto.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que a falta de infraestrutura é o fator decisivo para a persistência do problema. A filósofa alemã Hannah Arent defendeu os espaços públicos para garantir a liberdade de prática e as condições para a manutenção da cidadania. Ou seja, sem infraestrutura pública, os cidadãos serão prejudicados. Esse aspecto é decisivo em termos de desigualdade entre as regiões brasileiras, pois a falta de investimentos do governo em sua infraestrutura acaba dificultando sua resolução.
Nesse caso, não há dúvida de que a falta de debate público é um agravante do problema. O filósofo Foucault acredita que, na sociedade pós-moderna, certos temas são suprimidos para manter a estrutura de poder. Nesse sentido, há uma clara lacuna no debate em torno das diferenças entre as regiões brasileiras, e o debate foi suprimido. Portanto, se não houver um diálogo sério e em larga escala sobre o tema, sua resolução ficará prejudicada.
Portanto, é claro que esses obstáculos precisam ser enfrentados. Portanto, o Ministério Federal de Relações Públicas e o Tribunal de Contas da União devem monitorar os destinos dos investimentos brasileiros a fim de transferi-los para as áreas onde são mais necessários. Para alinhar esse destino à realidade brasileira, esses órgãos podem realizar consultas públicas, permitir que as pessoas interajam e apontar questões desproporcionais entre as regiões que precisam ser atendidas com urgência. Desta forma, o lema de Hannah Arendt será realizado na sociedade brasileira.