ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil
Enviada em 19/08/2021
Cidadania - uma palavra usada com frequência, mas poucos entendem o que significa - quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é o desafio de reduzir as desigualdade entre as regiões do Brasil, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos. Esse cenário nefasto ocorre não só pela má gestão de recursos do país, mas também o diferencial da qualidade dos serviço em cada região. Com efeito visando ao enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate acerca dessa problemática.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as desigualdades entre as regiões do Brasil. Nesse sentido baseado no IDH das das regiões brasileiras, algumas regiões aparecem no topo da hierarquia, como as regiões Sul e Sudeste, enquanto a região Nordeste encontra-se em último lugar em todos os índices de análise. Nessa conjuntura segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, o Estado deve cumprir o seu papel de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis ao cidadão, como o direito de viver dignamente. Dito isso, é inegável a persistência desse problema.
Em segundo lugar, observa-se que a desigualdade entre regiões vai de encontro também aos objetivos de desenvolvimento sustentável proposto pela ONU. Segundo a ONU, os 17 objetivos têm como meta o equilíbro dos três pilares do desenvolvimento sustentável-social, econômico e ambiental e a relação interligada entre cada um deles. Porém com a desigualdade entre as regiões no Brasil isso não ocorre, uma vez que a diferença e a qualidade dos padrões de vida e de serviços públicos varia de uma região para outra.
Infere-se, portanto, que a desigualdade entre as regiões do Brasil é um entrave qye orecusa ser mitigado. Desse modo, é imperiosa uma ação do Governo, por meio de dinheiro público, investir em uma melhor rede de infraestrutura, de logística, de transporte e de energia elétrica nessas regiões menos favorecidas. a fim de garantir ao cidadão brasileiro uma qualidade de vida digna independente da região. Assim, observa-se-a uma população mais crítica e menos iludida que reconhece seus direitos e deveres.