ENEM Digital 2020 - O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

Enviada em 20/08/2021

Aderir ao capitalismo como um novo sistema econômico fez a desigualdade ao redor do mundo disparar, dado que é um sistema favorecedor do acúmulo de riquezas, logo, sempre terá muito nas mãos de poucos e pouco nas mãos de muitos. Falando-se de Brasil, é possível demonstrar como exemplo a discrepância entre as regiões Nordeste, Sul ou Sudeste, onde a primeira, sendo a mais carente, contribui com quase metade de toda a pobreza que há no país. A falta de investimento em políticas sociais e a grande e contínua concentração industrial tornam essas disparidades ainda mais acentuadas. Portanto, é vital analisar essas problemáticas e formular ações que visem revertê-las.

Em primeira instância, é necessário salientar o quão críticas são as condições da população em algumas regiões brasileiras em razão da má distribuição de renda entre si, que por consequência, faz necessária a criação de políticas públicas eficazes para modificar estes cenários. Entretanto, o desvio de comprometimento das autoridades governamentais para com estas premissas têm dificultado esse processo. Conforme classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo acerca de condições socioeconômicas. Além disso, a região Sudeste é a que mais contribui para estas desigualdades existentes, em virtude da grande densidade demográfica, assim, o acúmulo de maior parte da renda nacional. Ademais, segundo o Banco Mundial, entre 2014 e 2017, houve um retrocesso no combate à pobreza no país, o número de pessoas na pobreza subiu de 7,3 para 43,5 milhões. Isto significa que, acabar com a desigualdade será um processo longo, mas é preciso que os governantes se empenhem na elaboração de medidas eficientes.

Em segunda análise, é relevante evidenciar o grande papel da industrialização na perpetuação dessa disparidade social, onde quanto maior a densidade populacional maior será a concentração de indústrias. Assim, é explícito que nessas regiões haverá mais circulação de dinheiro e maior qualidade de vida, o que faz com que haja altas migrações em busca de uma melhora de vida. Portanto, medidas para desconcentrar essas regiões são necessárias.

Dessa maneira, visando a diminuição da desigualdade social, mostra-se de suma importância que o Governo brasileiro e os ministérios referentes ao combate à pobreza sejam mais rigorosos nesse processo, investindo devidamente em políticas sociais capazes de mudar essa estatística para a melhor, tornando as regiões mais uniformizadas e favorecendo as camadas mais pobres. Além disso, é preciso  que atuem no incentivo da transferência de indústrias e empresas para regiões menos favorecidas, ocasionando a diminuição dessa desarmonia e melhorando no desemprego que assola  há tempos essas regiões.